quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Resolução do CFP proíbe Psicólogos de avaliarem presos para progressão de Pena

A notícia foi veiculada pelo canal G1 de notícias, e tem causado polêmica não só entre os psicólogos.

Desde junho, uma resolução do Conselho Federal de Psicologia proíbe psicólogos que trabalham no sistema prisional de realizarem o exame que, em tese, deveria dizer se o preso está ou não em condições de retornar à sociedade.

O conselho argumenta que os profissionais tem pouco tempo para elaborar o laudo, trabalham em condições impróprias e nem sempre tem condições de prever como será o comportamento do preso fora da cadeia.

Atualmente o ministério público federal move um inquérito para avaliar se a resolução é ou não válida, pois se questiona se o CFP tem autonomia para tomar este tipo de decisão.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Criatividade aumenta quando se vive novas experiências

Estudos mostram que conhecer outras culturas proporciona uma melhor visão de mundo

É possivel notar diferenças das pessoas que vivenciaram outras culturas
É possivel notar diferenças das pessoas que vivenciaram outras culturas

Viagens turísticas, intercâmbios, passeios em outros países ou mesmo regiões diferentes são ótimos para o enriquecimento de cultura, língua e conhecimento. Conhecer novos lugares, novos hábitos, comidas típicas, artes, costumes e tradições fazem com que o cidadão tenha outra visão de mundo.

Além de toda esta experiência, um fator que foi pesquisado há pouco tempo é com relação à criatividade. Estudos recentes mostram que comparando estudantes que já viveram em outro país com os que nunca saíram da sua terra de origem, é possível encontrar várias diferenças.

Aqueles que “sentiram na pele” a convivência com outros povos mostraram-se com maiores índices de criatividade em vários testes. Os especialistas afirmam que a aprendizagem multicultural é um processo crítico de adaptação, agindo como catalisador da criatividade. Eles ainda a relacionam com a chamada “mente aberta”.

“O estudo é muito interessante, pois mostra que quando conhecemos culturas diferentes, recebemos mais estímulos que acabam por favorecer a criatividade. A adaptação aos novos estilos de vida e culturas também agregam valores que podem ser utilizados de forma criativas no meio em que se vive”, analisa a psicóloga e tutora do Portal Educação, Denise Marcon.
Autores como William W. Maddux, Haio Adam e Adam D. Galinsky abordaram em algumas obras sobre as mudanças estruturais no cérebro que ocorrem durante as experiências de aprendizagem intensiva. Segundo eles, ainda é preciso focar os estudos para ver se ocorrem alterações neurológicas no processo criativo intensivo durante as experiências culturais no exterior.

Fonte: Portal Educação

sábado, 31 de julho de 2010

O Mito do amor materno


Em “Um amor conquistado – o mito do amor materno”, Elizabeth Badinter nos mostra de maneira muito clara que o amor materno inato é um mito. Não é “dado”, mas sim, como deixa antever o título da obra, “conquistado”.

Porém, acreditamos em nosso imaginário que tal amor seja algo natural. Algo que nasce com as mulheres, verdadeiro apanágio feminino. Fala-se até de “instinto materno”. E coitadas daquelas que não o têm! Sofrem um certo preconceito, pois falta-lhes qualquer coisa de fundamental!

Essa convicção se dá basicamente por duas razões.
A primeira é devido à imposição feita pela cultura, responsável pelo desenvolvimento do modelo de amor materno conhecido atualmente e com o qual temos convivido desde o século XIX.
A segunda, em uma relação de causalidade circular com a anterior, deve-se à necessidade de se idealizar a relação mãe-filho, idealização que obedece ao desejo de união perfeita, fantasia de completude que protege o indivíduo das ansiedades e medos mais primitivos de separação, abandono e perda.

Desse modo, a mãe é concebida como alguém puro a quem são atribuídos apenas sentimentos nobres de acolhimento, abrigo e continência no que diz respeito a sua cria. A criança, é vista como um ser que se satisfaz total e plenamente com uma relação fusional com ela satisfazendo-a do mesmo modo. (Um exemplo do valor dado à tão sonhada relação, são as expressões artísticas cristãs que retratam sempre a Madona olhando o Menino Jesus com enlevo e este, por sua vez, retribuindo com adoração).

O caráter ambivalente e contraditório desse modelo de vínculo que reúne sentimentos de aprisionamento e possibilidade de individuação, será enfrentado só bem mais tarde na vida, com a entrada do terceiro na relação diádica composta por mãe e filho, cujo primeiro representante e protótipo para os demais é o pai.

Contudo, o amor materno como o conhecemos atualmente, é aquisição bem recente. Os estudos trazidos por Badinter nos fazem ver que nem sempre foi assim. A mãe tinha mais uma função biológica que afetiva, ficando as crianças ao cargo de amas-de-leite que lhes garantiam a sobrevivência física, o suporte emocional e humanização.

A crença do amor materno instintivo, imaculado e incondicional terá importantes conseqüências no exercício da convivência entre pais e filhos, na visão de guarda e na dificuldade que se observa quando se apresentam modificações nos parâmetros de convívio estabelecidos como “naturais e corretos”, como veremos mais adiante.

Todo afeto para se dar precisa de proximidade física e emocional. Deve ser conquistado com e na convivência. É na intimidade das relações construídas no cotidiano que germina, cresce e frutifica.
E o amor materno não foge a essa regra. Não é decorrente, como se crê, da ação de algum instinto. É afeição que, como qualquer outra, necessita de reciprocidade desenvolvida em um relacionamento estreito e contínuo que assegure confiança e familiaridade aos que dele se nutrem.

Se o amor não é dado, não está garantido de antemão, não é fruto de geração espontânea, mas ao contrário, demanda empenho, cuidado e investimento dos que integram uma relação amorosa qualquer que seja ela – entre mãe e filho, entre amantes, ou entre amigos –, por qual motivo vê-se ainda com tantas reservas a atribuição da guarda dos filhos ao pai quando de uma separação conjugal? Talvez devido ao preconceito, medo de contrariar a prática usual, ou mesmo desinformação...
As noções que temos de como as funções e papéis sociais devam ser exercidos é resultado do que Pichón-Rivière (1985) denominou de representação da norma social designada. “[...] um imaginário social dado por idéias, imagens e estereótipos, isto é, representações simbólicas compartilhadas [...] com certa homogeneidade pelas pessoas da época histórica de que se trata”.

Devido a ação desses núcleos de significados imaginários que funcionam como lentes ou crivos de decodificação de comportamentos, alterar a visão de mundo e dos valores sobre os quais assentam as experiências, demanda um tremendo esforço e provoca desconforto não só naqueles que ousam mudar, mas também nos que os cercam.

Esse legado inconsciente e o mito do amor materno são em grande parte responsáveis por um lado, pelas mães que “deixam” a guarda para o pai, ou perdem a guarda sentirem-se, ou serem vistas como mães incompetentes, abandonantes e más e, por outro, os pais que reclamam a guarda, ou a “tiram” das mães sentirem-se, ou serem vistos como indivíduos cruéis e desumanos.

Ora, os atributos de afeto antes referidos não são prerrogativas do amor materno. Não estão adstritos a ele.
O amor paterno também é semeado, alimentado e aprendido no trato diário com os filhos. Nas oscilações da convivência, em meio à ambivalência, é construído e sustentado. Nada difere em possibilidade, da magnitude do amor materno.
Considerar que ambos os “amores” sejam conquistados, portanto legítimos e de igual qualidade não equivale a dizer que não haja diferenças entre eles. Afeto e função maternos e paternos têm suas especificidades por mais difícil que seja estabelecer distinções atualmente.

O que a criança precisa é de quem a olhe e veja como alguém de importância emocional, para nessa mirada poder reconhecer-se como alguém merecedor de amor e “amável”.
A cultura tem protegido as mulheres dando-lhes apoio, guarnecendo-as de modelos e ensinando-as a ser mães. O mesmo não tem se dado em relação ao pai. Abastecê-lo de modelos de paternidade próxima e emocionalmente responsável é desafio para todos nós, homens e mulheres.

Eliana Riberti Nazareth* liananazareth@uol.com.br

Bibliografia: "Um amor conquistado: O mito do amor materno por Elizabeth Badinter, editora Nova Fronteira,1985, Rio de Janeiro,

terça-feira, 27 de julho de 2010

Frase do dia

"Você deve sempre acreditar que pode ser o melhor, mas não deve nunca acreditar que alcançou esse objetivo". Juan Manoel Fangio, piloto de automóvel, ARG, 1911-1995

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Laudo Psicologico/Psiquiatrico

Réus beneficiados, sociedade desprotegida Casos de assassinos que saíram da prisão mesmo considerados perigosos por laudos específicos reacendem a discussão sobre alguns aspectos cruciais da legislação brasileira sobre tratamento aos reclusos, alvo de críticas dos próprios juristas

Adriana Bernardes
Publicação: 25/07/2010 07:31
Duas histórias e um único enredo. Dois sentenciados pela Justiça conquistam o direito de viver em liberdade antes de cumprir a pena a que foram condenados e, logo após deixarem a prisão, voltam a matar. Adaylton Nascimento Neiva, 31 anos, é assassino confesso de 10 mulheres. O pedreiro Ademar de Jesus da Silva, 40 anos, matou sete meninos em Luziânia (GO) em menos de um mês. Dois assassinos em série foram postos na rua pelo Judiciário, apesar da existência de pelo menos dois laudos criminológicos atestarem a periculosidade e a necessidade de tratamento.

Promotores e advogados criminalistas ouvidos pelo Correio discordam sobre o assunto. Até 31 de novembro de 2003, o laudo criminológico era obrigatório para que se concedesse a progressão do regime (veja O que diz a lei). Mas o Congresso Nacional modificou a lei e, a partir de 1º de dezembro de 2003, o exame passou a ser facultativo.

Depois disso, fica a critério do Ministério Público pedir o exame, o que geralmente é feito quando o criminoso comete crimes violentos. Mas o juiz da Vara de Execuções Penais tem autonomia para solicitar ou não a avaliação da equipe de psicólogos e psiquiatras do sistema prisional. Adaylton e Ademar foram submetidos a exames, cujo resultado — demonstrando a periculosidade deles — foi insuficiente para convencer os juízes a manterem os dois criminosos presos.



Promotor de Justiça Criminal do Ministério Público de Minas Gerais, Lélio Braga Calhau

defende o exame, mas diz que há resistência por parte dos juízes e dos advogados criminalistas. “Os juízes acham que ele não é um instrumento confiável para manter ou não o sentenciado na prisão. Já os advogados têm o maior interesse em que seus clientes ganhem logo as ruas”, afirma. “Um exame benfeito aponta se o paciente é sociopata, se ele está ou não manipulando as pessoas para sair antes do fim da pena.”

Contradição
Na avaliação do advogado criminalista e professor de direito penal Raul Livino, o episódio protagonizado por Adaylton e Ademar reflete problemas estruturais da Justiça brasileira. “Como é que um sujeito é condenado ali em Goiás e o juiz do Distrito Federal não tem essa informação on-line, em tempo real? O Estado brasileiro deveria ser responsabilizado por essas tragédias”, defende.

Quanto aos laudos criminológicos, Livino diz que falta clareza aos profissionais que elaboram o documento: “O psiquiatra e o psicólogo atuam numa linha cinzenta, atrapalhando. Esse pessoal tem que ser mais claro, mais preciso. Ou o sentenciado tem condição de viver em sociedade ou não tem. Não pode haver ambiguidade”.

Livino concorda que, em casos como os de Adaylton e de Ademar — em que houve contradição entre o laudo criminológico e os relatórios —, o juiz poderia pedir um novo exame antes de decidir pela progressão do regime. “Mas o direito penal é o direito do miserável. Quem tem dinheiro escapa. O juiz está muito bem-intencionado ao conceder a progressão de regime”, acredita.

Em entrevista ao Correio em 18 de abril de 2010, Ilana Casoy, especialista em serial killers, defendeu a inclusão na legislação brasileira de um artigo específico para essa categoria de criminosos: “É preciso ter um artigo na lei para que as pessoas batam o olho e digam: ‘Esse cara é um assassino em série. É preciso reconhecer a existência dele’”.


O que diz a lei

Redução de pena

A Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984, de Execuções Penais (LEP), estabelece as regras para reduzir a pena de um condenado. Cabe ao juiz da Vara de Execução penal decidir sobre a transferência do regime mais rigoroso para o menos rigoroso, que pode ser o semiaberto, a prisão domiciliar ou o aberto. A decisão do juiz de reduzir a pena precisa ser acompanhada de manifestação do Ministério Público e da Defensoria Pública. O preso que trabalhar poderá diminuir o tempo de pena. A cada três dias trabalhados, é reduzido um dia. O juiz poderá estabelecer condições especiais para a concessão de regime aberto. Determinar horário para voltar para casa, limitar a saída da cidade à concessão de autorização judicial e comparecer à vara para prestar contas são algumas das concessões previstas em lei.

Soltura sem critérios

Promotor Criminal da 2ª Promotoria de Luziânia, Sebastião Marcos Martins diz que, pelo menos nos dois casos que ganharam repercussão na mídia — os de Ademar de Jesus Silva e Adaylton Nascimento Neiva —, havia laudo criminológico, uma exceção à regra. “Na maioria das vezes, o Estado não faz laudo nenhum. A prática é soltar sem qualquer avaliação. A execução penal não funciona. É instituição falida”, lamenta o magistrado.

Na opinião de Maria José Miranda, titular da promotoria do Júri de Brasília e da Promotoria de Execuções Penais e Medidas Alternativas, os dois casos são um reflexo da permissividade da lei penal brasileira: “Culturalmente, o nosso sistema jurídico é altamente protetor do criminoso. É garantista, minimalista, abolicionista e protecionista de criminoso. Isso se reverte em desproteção da sociedade ordeira, das pessoas de bem.”

A promotora é uma crítica ferrenha de duas alterações na legislação brasileira: a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou a Lei de Crimes Hediondos inconstitucional (leia Para saber mais) e a mudança que acabou com a obrigatoriedade do laudo criminológico para conceder a progressão de regime. “Se o Ministério da Justiça estivesse preocupado em zelar pela sociedade, teria investido na contratação de profissionais para que os exames fossem feitos dentro do prazo, sem atrasar o direito do preso e não abolir a obrigatoriedade da avaliação”, defende.

Para saber mais
Mudança legal

Depois que a Lei dos Crimes Hediondos foi considerada inconstitucional, em 2006, os condenados por assassinatos, estupros e extorsão mediante sequestro passaram a ter o direito de progressão de regime após cumprirem um sexto da pena. Ou seja, condenados a 30 anos de cadeia podem obter a liberdade depois de ficar apenas cinco anos em reclusão. Antes da decisão do STF, eles só ganhavam as ruas após 20 anos presos. Agora, vale a lei de execuções penais: basta cumprir um sexto da pena para ter direito à progressão de regime.

Para os depressivos, ver o mundo cinza é mais do que uma metáfora, diz estudo.

Os depressivos realmente veem as coisas um pouco mais escuras do que os não depressivos, de acordo com o estudo realizado por na universidade alemã de Freiburg dirigido por Ludger Tebartz van Elst e publicado na "Biological Psychiatry". De acordo com os autores, isto acontece porque os depressivos apresentam uma dificuldade em perceber contrastes entre imagens.


A retina contém fotorreceptores que transformam em impulsos elétricos enviados ao cérebro os sinais luminosos que chegam ao olho. Partindo disto, os cientistas recrutaram 40 voluntários, dentre os quais, metade tinha diagnóstico de depressão e metade não tinha, e metiram a quantidade de respostas elétricas a retina deles emitia.

"Os participantes permaneceram sentados em um quarto escurecido enquanto olhavam para uma tela que mostrava um padrão xadrez em preto e branco. O padrão ficava cada vez mais cinza em seis estágios distintos, reduzindo o contraste entre os quadrados pretos e os quadrados brancos." (sic)

Nos participantes com diagnóstico de depressão, os sinais elétricos para o nervo óptivo eram menores. No momento em que estes participantes viam a tela no primeiro estágio (quadrado preto e branco), sua atividade era um terça da atividade dos participantes sem o diagnóstico. Quanto mais severa a depressão, pior era a detecção do contraste.

Para os pesquisadores envolvidos no estudo, a associação ocorre porque os mesmos neurotransmissores que regulam a atividade nervosa da visão podem também estar associados ao processamento das emoções.

Fonte: Folha UOL.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A causa do Alzheimer pode estar no sangue

Pesquisadores do Instituto de Psiquiatria do King's College, de Londres, descobriram que as causas da doença de Alzheimer podem estar relacionadas a níveis elevados de uma proteína no sangue, é o que informa o site G1 Ciência e Saúde.


A doença, que é a mais comum forma de demência do mundo, afeta hoje aproximadamente 35 milhões de pessoas, e sua causa parece estar ligada a níveis elevados de uma proteína sanguínea chamada clusterina.

Esta, que é a mais comum forma de demência do mundo, afetando hoje aproximadamente 35 milhões de idosos, parece ser causada por níveis elevados de uma proteína chamada clusterina, a qual, segundo os pesquisadores, já se apresenta em níveis acima da média cerca de 10 anos antes dos sinais da doença se manifestarem.

Descobriram também que, quanto maior a quantidade da proteína, mais grave
se torna o transtorno.

Fonte: G1 Ciência e Saúde.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Psiquiatra defende que melancolia volte a ser classificada como doença

Condição é ‘grave transtorno de humor’, afirma Gordon Parker.
Abordagem errada daria margem a tratamentos ineficazes.

Do G1, em São Paulo*

A melancolia é um diagnóstico separado, uma condição que requer tratamento separado, completamente diferente da maioria dos quadros depressivos"

O psiquiatra Gordon Parker, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, defende o retorno da melancolia à classificação de “grave transtorno de humor”. Banido do Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais na década de 1980, o problema é muitas vezes confundido como uma característica de uma depressão maior.



Parker está liderando um esforço internacional com mais 18 especialistas de cinco países para que a próxima edição do manual de diagnóstico seja alterada: “Acreditamos que a melancolia é um diagnóstico separado, uma condição que requer tratamento separado, completamente diferente da maioria dos quadros depressivos.”



Para o especialista, a melancolia é uma doença grave, porque está completamente alheia às circunstâncias. Seus portadores simplesmente não conseguem ter “alto astral”. Segundo os pesquisadores que defendem a retomada da melancolia como desordem mental, existem hoje muitas pessoas que recebem o tratamento errado para o problema. Segundo essa visão, tratar um paciente melancólico com psicoterapia ou aconselhamento não ajuda muito, levando a maiores taxas de suicídio.

Fonte: g1.globo.com

terça-feira, 30 de março de 2010

Síndrome de Alienação Parental



A Síndrome de Alienação Parental (SAP) é quando, incentivada por um genitor, a criança desenvolve repulsa pelo outro.

O termo foi criado nos anos 80 e foi definido como “uma perturbação que acontece depois da separação conjugal, que consiste em um genitor ‘programar’ de forma consciente ou inconsciente a criança para que rejeite e odeie o outro genitor sem justificativa, objetivando o afastamento e o desenvolvimento de afetos negativos da criança para com o outro genitor” (Paulo, 2009, p. 40).

Quando a síndrome está em estagio médio ou grave, a própria criança começa a contribuir para a desmoralização do genitor alienado. Nesses casos ela sente que precisa escolher entre um dos dois pais e então se “alia” ao genitor alienador para “destruir” o outro.

Normalmente a síndrome começa a se manifestar depois de uma separação conjugal e, na maioria dos casos, o alienador é uma pessoa emocionalmente frágil que não aceita a separação e se move por um sentimento de vingança pelo suposto abandono sofrido pelo ex-companheiro.

O alienador usa todas as armas para afastar o filho do genitor alienado e em casos mais graves, ele chega até mesmo a acusar o outro de abuso sexual. Quando essa acusação é falsa, é a mais grave forma de SAP porque trás sérias consequências psicológicas para a criança, que é induzida a repetir uma historia na delegacia, ao conselho tutelar, aos psicólogos, etc. Após essa repetição sistemática do suposto caso de abuso sexual, a própria criança começa a acreditar que ele realmente aconteceu, o que é mais grave ainda.

Na SAP o genitor alienador não vê o filho como sujeito e sim como objeto de seu desejo, alguém que ele pode manipular. A SAP é um grave tipo de abuso emocional, que tem graves consequências para a criança tanto durante a infância como na vida adulta.

Na infância pode desencadear doenças psicossomáticas, depressão, ansiedade, nervosismo sem motivo aparente e agressividade. Quando adulta, a vitima pode desenvolver verdadeiras patologias como: depressão crônica, transtornos de personalidade, comportamento hostil, desorganização mental, insegurança, baixa auoestima, transtornos de conduta, abuso de álcool e outras drogas e em casos extremos até mesmo tendência suicida. Além disso, quando a vitima percebe que foi usada por um genitor (o alienador) contra o outro (o alienado), ela pode se sentir culpada e ter dificuldades nos relacionamentos porque se sente traída pela única pessoa em quem confiava.

Como pode-se ver a SAP trás serias consequências para suas vitimas. Por isso é importante que os profissionais que lidam com crianças, principalmente em casos de separação tenham conhecimento da SAP e estejam preparados para lidar ela. De acordo com a psicóloga Mônica Jardim-Rocha, que trabalha no Ministério Público do Rio de Janeiro, “é mister que todos os profissionais que trabalham com crianças entendam e aceitem a existência da SAP” e que “psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, conselheiros tutelares, mediadores, advogados, promotores de justiça e juízes deixem sua vaidade de lado e estudem a fundo essa questão, pois nossa maior preocupação deve ser sempre preservar nossas crianças e seu desenvolvimento físico e emocional sadio” (Paulo, 2009, p. 44).

Fonte: Paulo, B. M. (coord.), (2009). Psicologia na prática jurídica: a criança em foco. Editora Impetus, p. 39-45.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Psicóloga diz poder "curar" homossexuais




Aceitar as diferenças e entender as variações da sexualidade são traços comuns das sociedades contemporâneas civilizadas. A psicóloga Rozângela Alves Justino, 50, faz exatamente o contrário. Formada em 1981 pelo Centro Universitário Celso Lisboa, do Rio de Janeiro, com especialização em psicologia clínica e escolar, ela considera a homossexualidade um transtorno para o qual oferece terapia de cura. Na semana passada, foi censurada publicamente pelo Conselho Federal de Psicologia (formado, segundo ela, por muitos homossexuais "deliberando em causa própria") e impedida de aceitar pacientes em busca do "tratamento". Solteira, dedicada à profissão e fiel da Igreja Batista, Rozângela diz que ouviu um chamado divino num disco de Chico Buarque e compara a militância homossexual ao nazismo. Só se deixa fotografar disfarçada, por se sentir ameaçada, e faz uma defesa veemente de suas opiniões.

A senhora acha que os homossexuais sofrem de algum distúrbio psicológico?


O Conselho Federal de Psicologia não quer que eu fale sobre isso. Estou amordaçada, não posso me pronunciar. O que posso dizer é que eu acho o mesmo que a Organização Mundial de Saúde. Ela fala que existe a orientação sexual egodistônica, que é aquela em que a preferência sexual da pessoa não está em sintonia com o eu dela. Essa pessoa queria que fosse diferente, e a OMS diz que ela pode procurar tratamento para alterar sua preferência. A OMS diz que a homossexualidade pode ser um transtorno, e eu acredito nisso.


O que é não estar em sintonia com o seu eu, no caso dos homossexuais?

É não estar satisfeito, sentir-se sofrido com o estado homossexual. Normalmente, as pessoas que me procuram para alterar a orientação sexual homossexual são aquelas que estão insatisfeitas. Muitas, depois de uma relação homossexual, sentem-se mal consigo mesmas. Elas podem até sentir alguma forma de prazer no ato sexual, mas depois ficam incomodadas. Aí vão procurar tratamento. Além disso, transtornos sexuais nunca vêm de forma isolada. Muitas pessoas que têm sofrimento sexual também têm um transtorno obsessivo-compulsivo ou um transtorno de preferência sexual, como o sadomasoquismo, em que sentem prazer com uma dor que o outro provoca nelas e que elas provocam no outro. A própria pedofilia, o exibicionismo, o voyeurismo podem vir atrelados ao homossexualismo. E têm tratamento. Quando utilizamos as técnicas para minimizar esses problemas, a questão homossexual fica mínima, acaba regredindo.

Há estudos que mostram que ser gay não é escolha, é uma questão constitutiva da sexualidade. A senhora acha mesmo possível mudar essa condição?

Cada um faz a mudança que deseja na sua vida. Não sou eu a responsável pela mudança. Conheço pessoas que deixaram as práticas homossexuais. E isso lhes trouxe conforto. Conheço gente que também perdeu a atração homossexual. Essa atração foi se minimizando ao longo dos anos. Essas pessoas deixaram de sentir o desejo por intermédio da psicoterapia e por outros meios também. A motivação é o principal fator para mudar o que quiser na vida.

A senhora é heterossexual?


Sou.

Pela sua lógica, seria razoável dizer que, se a senhora quisesse virar homossexual, poderia fazê-lo.


Eu não tenho essa vivência. O que eu observei ao longo destes vinte anos de trabalho foram pessoas que estavam motivadas a deixar a homossexualidade e deixaram. Eu conheço gente que mudou a orientação sem nem precisar de psicólogo. Elas procuraram grupos de ajuda e amigos e conseguiram deixar o comportamento indesejado. Mas, sem dúvida, quem conta com um profissional da área de psicologia tem um conforto maior. Eu sempre digo que é um mimo você ter um psicólogo para ajudá-lo a fazer essa revisão de vida. As pessoas se sentem muito aliviadas.

Esse alívio não seria maior se a senhora as ajudasse a aceitar sua condição sexual?

Esse discurso está por aí, mas não faz parte do grupo de pessoas que eu atendo. Normalmente, elas vêm com um pedido de mudança de vida.

Se um homem entrar no seu consultório e disser que sabe que é gay, sente desejo por outros homens, só precisa de ajuda para assumir perante a família e os amigos, a senhora vai ajudá-lo?

Ele não vai me procurar. Eu escolho os pacientes que vou atender de acordo com minhas possibilidades. Então, um caso como esse, eu encaminharia a outros colegas.

Não é cruel achar que os gays têm alguma coisa errada?

O que eu acho cruel é ser uma profissional que quer ajudar e ser amordaçada, não poder acolher as pessoas que vêm com uma queixa e com um desejo de mudança. Isso é crueldade. Eu estou me sentindo discriminada. Há diversos abaixo-assinados de muitas pessoas que acham que eu preciso continuar a atender quem voluntariamente deseja deixar a atração pelo mesmo sexo.

Por que a senhora acha que o Conselho Federal de Psicologia está errado e a senhora está certa?


Há no conselho muitos homossexuais, e eles estão deliberando em causa própria. O conselho não é do agrado de todos os profissionais. Amanhã ele muda. Eu mesma posso me candidatar e ser presidente do Conselho de Psicologia. Além disso, esse conselho fez aliança com um movimento politicamente organizado que busca a heterodestruição e a desconstrução social através do movimento feminista e do movimento pró-homossexualista, formados por pessoas que trabalham contra as normas e os valores sociais.

Gays existem desde que o mundo é mundo. Aparecem em todas as civilizações. Isso não indica que é um comportamento inerente a uma parcela da humanidade e não deve ser objeto de preconceito?

Olha, eu também estou sendo discriminada. Estou sofrendo preconceito. Será que não precisaria haver mais aceitação da minha pessoa? Há discriminação contra todos. Em 2002, fiz uma pesquisa para verificar as violências que as pessoas costumam sofrer, e o segundo maior número de respostas foi para discriminação e preconceito. As pessoas são discriminadas porque têm cabelo pixaim, porque são negras, porque são gordas.

Você nunca foi discriminada?
Não como os gays são.
Não? Nunca ninguém a chamou de nariguda? De dentuça? De magrela?
O que quero dizer é que as pessoas que estão homossexuais sofrem discriminação como todas as outras. Eu tenho trabalhado pelos que estão homossexuais. Estar homossexual é um estado. As pessoas são mulheres, são homens, e algumas estão homossexuais.

Isso não é discriminação contra os que são homossexuais e gostam de ser assim?


Isso é o que você está dizendo, não é o que a ciência diz. Não há tratados científicos que digam que eles existem. Eu não rotulo as pessoas, não chamo ninguém de neurótico, de esquizofrênico. Digo que estão esquizofrênicos, que estão depressivos. A homossexualidade é algo que pode passar. Há um livro do autor Claudemiro Soares que mostra que muitas pessoas famosas acreditam que é possível mudar a sexualidade. Entre eles Marta Suplicy, Luiz Mott e até Michel Foucault, todos historicamente ligados à militância gay.

Quantas pessoas a senhora já ajudou a mudar de orientação sexual?

Nunca me preocupei com isso. Psicólogo não está preocupado com números. Eu vou fazer isso a partir de agora. Vou procurar a academia novamente. Vou fazer mestrado e doutorado. Até hoje, eu só me preocupei em acolher pessoas.

O que a senhora faria se tivesse um filho gay?

Eu não teria um filho homossexual. Eu teria um filho. Eu iria escutá-lo e tentaria entender o que aconteceu com ele. Os pais devem orientar os filhos segundo seus conceitos. É um direito dos pais. Olha, eu quero dizer que geralmente as pessoas que vivenciam a homossexualidade gostam muito de mim. E também quero dizer que não sou só eu que defendo essa tese. Apenas estou sendo protagonista neste momento da história.

A senhora se considera uma visionária?


Não. Eu sou uma pessoa comum, talvez a mais simplesinha. Não tenho nenhum desejo de ficar famosa. Nunca almejei ir para a mídia, ser artista, ser fotografada.

A senhora já declarou que a maior parte dos homossexuais é assim porque foi abusada na infância. Em que a senhora se baseou?


É fato que a maioria dos meus pacientes que vivenciam a homossexualidade foi abusada, sim. Enquanto nós conversamos aqui, milhares de crianças são abusadas sexualmente. Os estudos mostram que os abusos, especialmente entre os meninos, são muito comuns. Aquelas brincadeiras entre meninos também podem ser consideradas abusos. O que vemos é que o sadomasoquismo começa aí, porque o menino acaba se acostumando àquelas dores. O homossexualismo também.

A senhora é evangélica. Sua religião não entra em atrito com sua profissão?


Não. Sou evangélica desde 1983. Nos anos 70, aconteceu algo muito estranho na minha vida. Eu comprei um disco do Chico Buarque. De um lado estavam as músicas normais dele. Do outro, em vez de tocar Carolina, vinha um chamamento. Eram todas canções evangélicas. Falavam da criação de Deus e do chamamento da ovelha perdida. Fui tentar trocar o LP e, na loja, vi que todos os discos estavam certinhos, menos o meu. Fiquei pensando se Deus estava falando comigo.

O espírito cristão não requer que os discriminados sejam tratados com maior compreensão ainda?

Se eu não amasse as pessoas que estão homossexuais, jamais trabalharia com elas. Até mesmo os ativistas do movimento pró-homossexualismo reconhecem o meu amor por eles. Sempre os tratei muito bem. Sempre os cumprimentei. Na verdade, eles me admiram.

Por que a senhora se disfarça para ser fotografada?


Um dos motivos é que eu não quero entrar no meu prédio e ter o porteiro e os vizinhos achando que eu tenho algum problema ligado à sexualidade. Além disso, quero ser discreta para proteger a privacidade dos meus pacientes. Por fim, há ativistas que têm muita raiva de mim. Eu recebo vários xingamentos; eles me chamam de velha, feia, demente, idiota. Trabalho num clima de medo, clandestinamente, porque sou muito ameaçada. Aliás, estou fazendo esta entrevista e nem sei se você não está a serviço dos ativistas pró-homossexualimo. Eu estou correndo risco.


Que poder exatamente a senhora atribui a esses ativistas pró-homossexualismo?


O ativismo pró-homossexualismo está diretamente ligado ao nazismo. Escrevi um artigo em que mostro que os dois movimentos têm coisas em comum. Todos os movimentos de desconstrução social estudaram o nazismo profundamente, porque compartilham um ideal de domínio político e econômico mundial. As políticas públicas pró-homossexualismo querem, por exemplo, criar uma nova raça e eliminar pessoas. Por que hoje um ovo de tartaruga vale mais do que um embrião humano? Por que se fala tanto em leis para assassinar crianças dentro do ventre da mãe? Porque existe uma política de controle de população que tem por objetivo eliminar uma parte significativa da nação brasileira. Quanto mais práticas de liberação sexual, mais doenças sexualmente transmissíveis e mais gente morrendo. Essas políticas públicas todas acabam contribuindo para o extermínio da população. Essas pessoas que estão homossexuais estão ligadas a todo um poder nazista de controle mundial.

Não há certo exagero em comparar a militância homossexual ao nazismo?


Bom, se você acha que isso pode me prejudicar, então tire da entrevista. Mas é a realidade.

Fonte:http://ai5piaui.com/noticia.php?id=17262