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segunda-feira, 28 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Resumo - Psiquiatria 1900- 1929 Uma era de expansão
Ao final do século XX, podemos começar a ver as tendências na psiquiatria que eram menos evidentes há uma geração ou mais atrás. Um ponto importante é que a idade da pessoa que observa aquelas tendências influencia a forma de como elas são avaliadas.
Em 1903, Alfred Binet (1857-1911) publicou um importante estudo sobre inteligência na França. A inteligência podia agora ser avaliada com maior precisão e expressividade do que era possível na época de Galton.
A psiquiatria descritiva teve como figura chave o aluno Pierre Janet (1851 – 1947), que mais tarde tornou-se um dos fundadores da psiquiatria dinâmica francesa. Desenvolveu um livro sobre neuroses e idéias fixes, outro sobre obsessões e neurastenia, e mais tarde foram publicados sobre histeria, mania religiosa e personalidade. Em comparação a Freud, Janet estava menos interessado no conteúdo das memórias mais remotas da infância de seus pacientes e mais focalizado em seus padrões de pensamentos presentes.
Freud publicou sua obra referencial em 1905, a qual se chamava Três Ensaios sobre Sexualidade, onde discutia o relacionamento inverso, como ele via, entre neuroses e perversões. Identificava fases de sexualidade máxima no início da vida.
Na teoria da ansiedade de Freud durante seu primeiro período de psicanálise, ele admitia a existência de “energia” neural que dava força aos instintos (incluindo sexual), de modo que, se houvesse frustração sexual (como libido), essa energia, sem ter um escape normal, manifestar-se-ia como ansiedade.
A psicorreflexologia desenvolvida por Vladimir Bechterev (1857-1927) sustentava os conceitos de Shécenov, particularmente a visão de que o cérebro era um centro de reflexo inibitório fazendo a mediação entre impressões sensoriais que entram no cérebro e respostas motoras que provêm do cérebro. Após ter examinado Stalin, concluindo que o líder era realmente paranóide, Bechterev foi imediatamente executado.
Em 1908, Clifford Beers, um ex paciente mental americano, escreveu um livro descrevendo sua psicose, hospitalização e recuperação. Ele prosseguiu dando conferências sobre a necessidade de reforma nas instituições mentais. Beers foi fundamental na realização de mudanças positivas e na melhoria das condições de outros pacientes mentalmente doentes.
No ano de 1911, Freud cortou relações com Adler e Jung. Freud atribuía maior importância ao desenvolvimento sexual infantil; Adler ao ambiente social. Quanto a Jung, ele tinha começado a “irritar-se com a autoridade de Freud”. A preocupação germinal de Jung era temas místicos de um “inconsciente coletivo” ou de mentes masculinas (animus) e femininas (anima) em cada um de nós não teria atraído a forma de pensar de Freud, que era alheio a explicações poéticas/religiosas daquele tipo.
Ao contrário de Adler e Jung, Karl Abraham (1877-1925) permaneceu leal a Freud e estimado por ele até o final de sua curta vida.
Em seu ensaio de 1914, sobre narcisismo, Freud introduziu o conceito de um “ideal do ego” precursor de seu conceito de “superego” enunciado em 1923. Anteriormente, Freud tinha expressado a crença de que pacientes esquizofrênicos estavam tão presos a seu “amor-próprio” a ponto de serem incapazes de se apegar aos outros ou experimentar uma transferência com o analista.
Em Uma Criança é Espancada, Freud examinou a fantasia comum a certas classes de pacientes, de ser punido por alguma má ação. A fantasia é de dor e prazer misturados e parece estar por baixo de certas perversões sexuais, incluindo masoquismo. Masoquismo leva esse nome pelos escritos de Conde Leopold Von Sacher Masoch (1836-1895), que descreveu sua própria auto-humilhação perante uma arrogante senhora em Venus in Furs. Aparentemente o Conde tinha sido maltratado sem misericórdia em sua infância por seu pai, o que estabeleceu um padrão que ele (e pessoas como ele) inconscientemente buscavam viver em sua vidas adultas.
Na América, a psicanálise tornou-se um ramo popular da psiquiatria.
O manual de psiquiatria de Emil Kraepelin passou por várias edições, muitas das quais publicadas nessa segunda década. Kraepelin usava o termo psicopata para designar transtornos mentais em geral embora entre eles ele tenha descrito diversas variedades de comportamento anti-social semelhante ao nosso uso moderno do termo.
O americano John Watson (1878-1958) estabeleceu o campo do behaviorismo em 1913, baseado em suas experiências com animais. O behaviorismo de Watson enfatizava o observável em oposição ao inconsciente. Ele incutia respostas condicionadas em bebês provando que as fobias surgiam por condicionamentos no início da vida e podiam ser tratadas por dessensibilização.
O médico suíço August Forel escreveu sobre o assunto da sexualidade feminina, incluindo temas populares como femme fatale e o flerte, tratou também de temas gerais de sadismo, masoquismo, exibicionismo, fetichismo e homossexualidade em homens e em mulheres.
Os interesses de Eugen Bleuler (1857-1939) eram bastante diferentes. Trabalhou intensivamente com pacientes psicóticos visitando-os cindo e seis vezes por semana. Para ele o termo esquizofrenia é uma divergência entre pensamento e afeto.
Wagner Jauregg (1857-1940) introduziu a terapia da febre, transmitindo intencionalmente malária aos seus pacientes parésicos. Essa medida baseava-se na observação de que pacientes sifilíticos que subseqüentemente pegavam infecções (febris) de um ou outro tipo pareciam melhorar. Jauregg é, portanto uma das três pessoas que deram contribuições ao campo da saúde mental.
O interesse em possíveis inter-relações entre mente e corpo foi expressado no trabalho de Ernst Kretschmer (1888-1964), que acreditava que as grandes psicoses estavam associadas com certas conformações corporais. Em sua monografia de 1922, ele descrevia maníaco-depressivas como tendo uma psique pícnica (isto é, tendendo ao excesso de peso), e esquizofrênicos como sendo “leptossomos” (isto é, pessoas magras); epiléticos eram supostamente carnudos ou musculares.
1920-1929
Psicanálise
Sandor Ferenczi – médico- acabou indo longe demais em seus atendimentos, procurava compensar o passado sem afeto de seus pacientes permitindo que sentassem em seu colo (desde esse episódio tais práticas são consideradas inadequadas), Freud criticava essa postura.
Wilhelm Reich- uma das figuras mais problemática na história da psicanálise. Foi educado por perceptores, um deles teve caso com a sua mãe e quando ele tinha 14 anos revelou a seu pai. Sua mãe cometeu suicídio e após 3 anos seu pai se expos a frio em uma tentativa de suicídio e morreu logo em seguida de pneumonia tuberculosa.
Era médico e por um tempo se tornou discípulo mais promissor de Freud. Em 1929 começou a liderar um seminário sobre técnica analítica, completou a primeira parte da análise do caráter. Reich tinha uma influência enorme, mais quanto estava no auge no final desta década ( 1920) procurou Freud para fazer análise pessoal mais foi recusado. Ele se mudou, desenvolveu tuberculose e foi se afastando da teoria padrão. Em 1934 ele foi expulso da sociedade psicanalítica. Foi encarcerado e como fez o seu pai se expos a intempéries e morreu de pneumonia em 1957.
Psiquiatria geral: Psicoterapia de grupos
Adolf Meyer – propôs uma visão psicobiológica na qual todos os dados são relevantes (biológicos e psicológicos).
Propôs uma reação a uma a combinação de influências negativa dos avanços na teoria de grupos (1920). Observou que muitos pacientes ocultavam material relevante na consulta de individual, mas falavam quando em grupo.
Jacob Levi Moreno – ele introduziu o psicodrama nos EUA, através do teatro era liberado as emoções sendo uma forma também de liberação de conflitos.
Morton Prince - mais lembrado pelo seu relato detalhado de Sally Beauchamp ( caso de personalidade múltipla ).
Psiquiatria hospitalar: Tratamento de pacientes psicóticos
Ladislaw Von Meduna – traz de volta a terapia de choque. Começou em 1920 e publicou em 1937 os resultados.
Ugo Cerletti – colaborou com L.Bini no uso do eletrochoque e aplicaram com sucesso em um paciente esquizofrênico pela primeira vez em 1938.
Gustav Bychowski – um dos maiores expoentes na aplicação do método psicanalítico no tratamento de esquizofrenia.
Leland Hinsie – achava que era necessário uma mistura de medidas terapêuticas, incluindo reeducação e remoção de um ambiente estressante.
Psiquiatria Biológica e Genética:
H. Luxenburger – Primeiro estudos em gêmeos relacionando hereditariedade com esquizofrenia. Suas estatísticas nos levam a pensar mais em herança dominante do que recessivo.
Psiquiatria de Crianças e Adolescentes:
August Aichhorn – conhecido por seu sensível tratamento aos jovens difíceis ou delinqüentes. Foi diretor de reformatórios. E reabilitava crianças delinqüentes através de afeto e compreensão, criando um novo ideal de ego onde eles desejassem tentar igualar. Essa forma de trabalhar teve muito sucesso.
Em 1903, Alfred Binet (1857-1911) publicou um importante estudo sobre inteligência na França. A inteligência podia agora ser avaliada com maior precisão e expressividade do que era possível na época de Galton.
A psiquiatria descritiva teve como figura chave o aluno Pierre Janet (1851 – 1947), que mais tarde tornou-se um dos fundadores da psiquiatria dinâmica francesa. Desenvolveu um livro sobre neuroses e idéias fixes, outro sobre obsessões e neurastenia, e mais tarde foram publicados sobre histeria, mania religiosa e personalidade. Em comparação a Freud, Janet estava menos interessado no conteúdo das memórias mais remotas da infância de seus pacientes e mais focalizado em seus padrões de pensamentos presentes.
Freud publicou sua obra referencial em 1905, a qual se chamava Três Ensaios sobre Sexualidade, onde discutia o relacionamento inverso, como ele via, entre neuroses e perversões. Identificava fases de sexualidade máxima no início da vida.
Na teoria da ansiedade de Freud durante seu primeiro período de psicanálise, ele admitia a existência de “energia” neural que dava força aos instintos (incluindo sexual), de modo que, se houvesse frustração sexual (como libido), essa energia, sem ter um escape normal, manifestar-se-ia como ansiedade.
A psicorreflexologia desenvolvida por Vladimir Bechterev (1857-1927) sustentava os conceitos de Shécenov, particularmente a visão de que o cérebro era um centro de reflexo inibitório fazendo a mediação entre impressões sensoriais que entram no cérebro e respostas motoras que provêm do cérebro. Após ter examinado Stalin, concluindo que o líder era realmente paranóide, Bechterev foi imediatamente executado.
Em 1908, Clifford Beers, um ex paciente mental americano, escreveu um livro descrevendo sua psicose, hospitalização e recuperação. Ele prosseguiu dando conferências sobre a necessidade de reforma nas instituições mentais. Beers foi fundamental na realização de mudanças positivas e na melhoria das condições de outros pacientes mentalmente doentes.
No ano de 1911, Freud cortou relações com Adler e Jung. Freud atribuía maior importância ao desenvolvimento sexual infantil; Adler ao ambiente social. Quanto a Jung, ele tinha começado a “irritar-se com a autoridade de Freud”. A preocupação germinal de Jung era temas místicos de um “inconsciente coletivo” ou de mentes masculinas (animus) e femininas (anima) em cada um de nós não teria atraído a forma de pensar de Freud, que era alheio a explicações poéticas/religiosas daquele tipo.
Ao contrário de Adler e Jung, Karl Abraham (1877-1925) permaneceu leal a Freud e estimado por ele até o final de sua curta vida.
Em seu ensaio de 1914, sobre narcisismo, Freud introduziu o conceito de um “ideal do ego” precursor de seu conceito de “superego” enunciado em 1923. Anteriormente, Freud tinha expressado a crença de que pacientes esquizofrênicos estavam tão presos a seu “amor-próprio” a ponto de serem incapazes de se apegar aos outros ou experimentar uma transferência com o analista.
Em Uma Criança é Espancada, Freud examinou a fantasia comum a certas classes de pacientes, de ser punido por alguma má ação. A fantasia é de dor e prazer misturados e parece estar por baixo de certas perversões sexuais, incluindo masoquismo. Masoquismo leva esse nome pelos escritos de Conde Leopold Von Sacher Masoch (1836-1895), que descreveu sua própria auto-humilhação perante uma arrogante senhora em Venus in Furs. Aparentemente o Conde tinha sido maltratado sem misericórdia em sua infância por seu pai, o que estabeleceu um padrão que ele (e pessoas como ele) inconscientemente buscavam viver em sua vidas adultas.
Na América, a psicanálise tornou-se um ramo popular da psiquiatria.
O manual de psiquiatria de Emil Kraepelin passou por várias edições, muitas das quais publicadas nessa segunda década. Kraepelin usava o termo psicopata para designar transtornos mentais em geral embora entre eles ele tenha descrito diversas variedades de comportamento anti-social semelhante ao nosso uso moderno do termo.
O americano John Watson (1878-1958) estabeleceu o campo do behaviorismo em 1913, baseado em suas experiências com animais. O behaviorismo de Watson enfatizava o observável em oposição ao inconsciente. Ele incutia respostas condicionadas em bebês provando que as fobias surgiam por condicionamentos no início da vida e podiam ser tratadas por dessensibilização.
O médico suíço August Forel escreveu sobre o assunto da sexualidade feminina, incluindo temas populares como femme fatale e o flerte, tratou também de temas gerais de sadismo, masoquismo, exibicionismo, fetichismo e homossexualidade em homens e em mulheres.
Os interesses de Eugen Bleuler (1857-1939) eram bastante diferentes. Trabalhou intensivamente com pacientes psicóticos visitando-os cindo e seis vezes por semana. Para ele o termo esquizofrenia é uma divergência entre pensamento e afeto.
Wagner Jauregg (1857-1940) introduziu a terapia da febre, transmitindo intencionalmente malária aos seus pacientes parésicos. Essa medida baseava-se na observação de que pacientes sifilíticos que subseqüentemente pegavam infecções (febris) de um ou outro tipo pareciam melhorar. Jauregg é, portanto uma das três pessoas que deram contribuições ao campo da saúde mental.
O interesse em possíveis inter-relações entre mente e corpo foi expressado no trabalho de Ernst Kretschmer (1888-1964), que acreditava que as grandes psicoses estavam associadas com certas conformações corporais. Em sua monografia de 1922, ele descrevia maníaco-depressivas como tendo uma psique pícnica (isto é, tendendo ao excesso de peso), e esquizofrênicos como sendo “leptossomos” (isto é, pessoas magras); epiléticos eram supostamente carnudos ou musculares.
1920-1929
Psicanálise
Sandor Ferenczi – médico- acabou indo longe demais em seus atendimentos, procurava compensar o passado sem afeto de seus pacientes permitindo que sentassem em seu colo (desde esse episódio tais práticas são consideradas inadequadas), Freud criticava essa postura.
Wilhelm Reich- uma das figuras mais problemática na história da psicanálise. Foi educado por perceptores, um deles teve caso com a sua mãe e quando ele tinha 14 anos revelou a seu pai. Sua mãe cometeu suicídio e após 3 anos seu pai se expos a frio em uma tentativa de suicídio e morreu logo em seguida de pneumonia tuberculosa.
Era médico e por um tempo se tornou discípulo mais promissor de Freud. Em 1929 começou a liderar um seminário sobre técnica analítica, completou a primeira parte da análise do caráter. Reich tinha uma influência enorme, mais quanto estava no auge no final desta década ( 1920) procurou Freud para fazer análise pessoal mais foi recusado. Ele se mudou, desenvolveu tuberculose e foi se afastando da teoria padrão. Em 1934 ele foi expulso da sociedade psicanalítica. Foi encarcerado e como fez o seu pai se expos a intempéries e morreu de pneumonia em 1957.
Psiquiatria geral: Psicoterapia de grupos
Adolf Meyer – propôs uma visão psicobiológica na qual todos os dados são relevantes (biológicos e psicológicos).
Propôs uma reação a uma a combinação de influências negativa dos avanços na teoria de grupos (1920). Observou que muitos pacientes ocultavam material relevante na consulta de individual, mas falavam quando em grupo.
Jacob Levi Moreno – ele introduziu o psicodrama nos EUA, através do teatro era liberado as emoções sendo uma forma também de liberação de conflitos.
Morton Prince - mais lembrado pelo seu relato detalhado de Sally Beauchamp ( caso de personalidade múltipla ).
Psiquiatria hospitalar: Tratamento de pacientes psicóticos
Ladislaw Von Meduna – traz de volta a terapia de choque. Começou em 1920 e publicou em 1937 os resultados.
Ugo Cerletti – colaborou com L.Bini no uso do eletrochoque e aplicaram com sucesso em um paciente esquizofrênico pela primeira vez em 1938.
Gustav Bychowski – um dos maiores expoentes na aplicação do método psicanalítico no tratamento de esquizofrenia.
Leland Hinsie – achava que era necessário uma mistura de medidas terapêuticas, incluindo reeducação e remoção de um ambiente estressante.
Psiquiatria Biológica e Genética:
H. Luxenburger – Primeiro estudos em gêmeos relacionando hereditariedade com esquizofrenia. Suas estatísticas nos levam a pensar mais em herança dominante do que recessivo.
Psiquiatria de Crianças e Adolescentes:
August Aichhorn – conhecido por seu sensível tratamento aos jovens difíceis ou delinqüentes. Foi diretor de reformatórios. E reabilitava crianças delinqüentes através de afeto e compreensão, criando um novo ideal de ego onde eles desejassem tentar igualar. Essa forma de trabalhar teve muito sucesso.
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Psicopatologia Clinica
quinta-feira, 24 de março de 2011
As doenças psicológicas mais bizarras e assustadoras

Provavelmente não conhece ninguém com alguma destas doenças ou não fossem elas verdadeiramente raras. Algumas não conseguimos nem acreditar que sejam verdade de tão bizarras ou assustadoras. Existem muitas doenças assim, fique a conhecer algumas das mais insólitas. Está preparado(a)?:
1. Síndrome de Alice no País das Maravilhas
A doença que provoca distorções na percepção visual da vítima, fazendo com que alguns objectos próximos pareçam desproporcionalmente minúsculos. O distúrbio foi descrito pela primeira vez em 1955, pelo psiquiatra inglês John Todd, que o baptizou em homenagem ao livro de Lewis Carroll. Na obra, a protagonista Alice vê coisas desproporcionais, como se estivesse numa “viagem” provocada por LSD. As vítimas desta síndrome também vêem distorções no próprio corpo, acreditando que parte dele está a mudar a forma ou o tamanho.
2. Pica
Este é um nome também estranho que não tem nada de pornográfico: pica é uma palavra latina derivada de pêga, um tipo de pombo que come qualquer coisa. E a pica, a síndrome, … faz exactamente isso: a pessoa sente um apetite compulsivo por coisas não comestíveis, como barro, pedras, tocos de cigarros, tinta, cabelo… O problema atinge maioritariamente grávidas e crianças. Após comerem involuntariamente muitos objectos e texturas estranhas. Os comilões ficam com pedras calcificadas no estômago. Em 2004, médicos franceses atenderam um senhor de 62 anos que devorava moedas. Apesar dos esforços, ele morreu. Com cerca de 600 dólares no estômago…
3. Maldição de Ondina
O nome bizarro é uma referência a Ondina, ninfa das águas na mitologia pagã europeia. A doença, mais estranha ainda, faz com que as vítimas percam o controle da respiração. Se não ficar atento, a pessoa simplesmente esquece-se de respirar e sufoca. A síndrome foi descoberta há 30 anos e já existem cerca de 400 casos no mundo. Investigadores do hospital Enfants Malades, de Paris, acreditam que a doença esteja relacionada com um gene chamado THOX2B. O sistema nervoso central descuida-se da respiração durante o sono e o doente precisa de dormir com um ventilador no rosto para não ficar sem ar.
4. Síndrome de Capgras
A Síndrome de Capgras (ou Delírio de Capgras) é um raro distúrbio no qual uma pessoa sofre de uma crença ilusória de que um conhecido, normalmente um cônjuge ou outro membro familiar próximo, foi substituído por um impostor idêntico. A síndrome de Capgras é classificada numa categoria de crenças ilusórias envolvendo erros de identificação a respeito de pessoas, lugares ou objetos. Pode ocorrer de forma aguda, passageira ou grave. A ilusão é mais comum em pacientes com diagnóstico de esquizofrenia, embora possa ocorrer em variadas condições, como dano cerebral e demência. Embora seja comumente chamada de síndrome por poder ocorrer com ou paralelamente a várias outras desordens e doenças, alguns pesquisadores argumentam que deveria ser considerada mais um sintoma de algo do que uma síndrome.
5. Paramnésia Reduplicativa
A paramnésia reduplicativa é a crença de que um local foi duplicado, existindo simultaneamente em dois ou mais lugares, ou que foi movido para algum outro lugar. Por exemplo, uma pessoa pode não acreditar que está no hospital no qual foi internada, mas sim noutro hospital, idêntico ao primeiro, mas localizado noutro lugar do país.
6. Síndrome da Explosão da Cabeça
Quem sofre da Síndrome da Explosão na Cabeça leva sustos avassaladores com ruídos que ninguém mais ouve. A Síndrome da Explosão na Cabeça geralmente é causada por stress ou fadiga. A pessoa, sem mais nem menos, passa a ouvir explosões que só ela ouve porque as explosões em questão só acontecem dentro da cabeça delas. Não existe dor no processo, mas que dá medo, dá. Principalmente porque as crises têm a tendência a começar depois da segunda ou terceira hora de sono. Imagine o que deve ser acordar com a explosão de uma bomba que rebentou apenas na sua cabeça?
7. Síndrome de Cotard
Quem sofre desta doença tem o hábito de pensar que é um morto-vivo. As pessoas que sofrem da síndrome do cadáver ambulante têm a peculiaridade de achar que estão mortas. Acreditam, verdadeiramente, que estão a apodrecer, acham que todo o mau cheiro do mundo parte deles e que partes de seu corpo – internas ou externas – se perderam. Isto passa-se nos momentos em que eles admitem que até existem, porque, na maioria das vezes, eles pensam que isso não acontece. É conhecida como Síndrome de Cotard porque foi descoberta por Jules Cotard, o neurologista francês. Esta síndrome resulta de um dano cerebral ou de um distúrbio mental.
8. Síndrome da Mão Alienígena
Por causa do filme de Stanley Kubrick, estrelado por Petter Sellers, esta síndrome também é conhecida como Síndrome do Doutor Strangelove. Parece uma brincadeira, mas a pessoa que sofre desta desordem neurológica pode, sem motivo aparente, começar a lutar contra uma das suas mãos. A coisa chega a um nível tão surpreendente que a tal mão alienígena pode, inclusive, tentar estrangular o seu dono. A síndrome da mão alienígena pode ser causada por um derrame, um aneurisma ou por um trauma, podendo os seus sintomas serem combatidos, mas o seu distúrbio, não.
9. Coprolália
Coprolalia é a tendência involuntária de proferir palavras obscenas ou fazer comentários geralmente considerados socialmente depreciativos e, portanto, inadequados. Coprolalia pode-se referir a excrementos, genitais ou actos sexuais. É uma característica rara de pessoas afectadas pela síndrome de Tourette e pela síndrome de Lesch-Nyhan.Coprolalia. Esta é uma doença que comporta todas as palavras e frases que são consideradas tabus sociais ou que são tidas como inaceitáveis fora de certos contextos, expressada fora de contexto social e emocional. A cadência, o tom e o nível da voz podem ser mais diferentes do que ocorre normalmente na pessoa afectada por essa condição.
10. Síndrome da Redução Genital
Também conhecido como Koro, esse distúrbio mental deixa a pessoa convencida de que seus genitais estão a desaparecer. A maioria dos casos foi, até hoje, relatada em países da Ásia ou da África, e em muitos deles a síndrome parece ter sido contagiosa. Um dos episódios mais estranhos ocorreu em Singapura, em 1967, quando o serviço de saúde local registrou centenas de casos de homens que acreditavam que seu pénis estava a desaparecer.
Etologia Neodarwiniana
Um Exame das Estratégias Humanas
A Etologia Neodarwiniana começa dando ênfase a questão da alma humana, ou seja, feitos á
imagem de Deus nosso principal objetivo seria alcançar um estado de perfeição, socialmente
falando exemplifica-se com a frase “Faça Aos Outros O Que Queres Que Façam A Ti”. Já dentro
da religião era recomendado a “Crescer e Multiplicar-se”. Durante o iluminismo essa expansão
da religião com relação às forças que dirigiam a vida humana se tornou mais fraco e outras
teorias ganharam espaço.
A Etologia Psicológica vem falar da psicologia biológica de Freud, ou seja, sobre o complexo de
Édipo, onde ele esclarece a questão do incesto, que se tornou um tabu uma vez em que o pai
puniria as tentativas do filho em invadir seu território, no sentido de castração.
Etologia Evolucionária, da-se apartir dos primeiros biólogos já na década de 1970, onde
eles viam falar de biologia cerebral ex: o impulso por sexo, formas de agressão, a psicologia
individual, ou seja, teorias de Freud, a sociedade em questão ao relacionamento com o
próximo e também o cosmo, relacionamento com Deus. Esses biólogos vêm explicar desde o
inicio, sobre o DNA, seleção natural e a transmissão do gene.
Em um Comentário sobre a Corte, é feita uma ênfase maior na questão do jogo do
acasalamento, a questão da conquista, o galanteio do homem pela mulher, e explica que em
nossa espécie os homens evoluíram para assumir a função de defensor da tribo e também a
monogamia.
A tipologia do Acasalamento de Dawkins vem falar de um estado EEE (estado
evolucionariamente estável), ou seja, Dawkins quer dizer que esse estado consiste de uma
mistura que é “exatamente correta” para o sucesso genético máximo dos indivíduos dentro
de um grupo comunal. Logo Dawkins dividiu esses padrões estratégicos em quatro tipos:
para mulheres, recatados versus leviano e para homens, fiel versus namorador. Então
desenvolvendo essas características para homens e mulheres um EEE se estabeleceria.
Evolução e Menopausa: Foi apenas nos últimos 200 anos (desde que o conhecimento médico
pode prevenir doenças como varíola e septicemia puerperal) de nossa história de milhões de
anos que algumas mulheres com mais de 40 anos tiveram uma chance razoável de sobreviver
o tempo suficiente para criar um filho até sua independência.
Atração do Ponto de Vista do Gene
Evolução e Beleza Feminina: Capacidade da mulher por ser bela e procriar filhos.
Evolução e Atratividade Masculina: A figura do homem com capacidade de gerar filhos sadios,
mas não necessariamente esses filhos permanecerem vivos.
Homens Desmantelados mais Desejados: Um homem de figura desalinhada, não
necessariamente mal vestido mais que demonstre ser atraente e de boa aparência, bom
reprodutor e fiel.
A Etologia Neodarwiniana começa dando ênfase a questão da alma humana, ou seja, feitos á
imagem de Deus nosso principal objetivo seria alcançar um estado de perfeição, socialmente
falando exemplifica-se com a frase “Faça Aos Outros O Que Queres Que Façam A Ti”. Já dentro
da religião era recomendado a “Crescer e Multiplicar-se”. Durante o iluminismo essa expansão
da religião com relação às forças que dirigiam a vida humana se tornou mais fraco e outras
teorias ganharam espaço.
A Etologia Psicológica vem falar da psicologia biológica de Freud, ou seja, sobre o complexo de
Édipo, onde ele esclarece a questão do incesto, que se tornou um tabu uma vez em que o pai
puniria as tentativas do filho em invadir seu território, no sentido de castração.
Etologia Evolucionária, da-se apartir dos primeiros biólogos já na década de 1970, onde
eles viam falar de biologia cerebral ex: o impulso por sexo, formas de agressão, a psicologia
individual, ou seja, teorias de Freud, a sociedade em questão ao relacionamento com o
próximo e também o cosmo, relacionamento com Deus. Esses biólogos vêm explicar desde o
inicio, sobre o DNA, seleção natural e a transmissão do gene.
Em um Comentário sobre a Corte, é feita uma ênfase maior na questão do jogo do
acasalamento, a questão da conquista, o galanteio do homem pela mulher, e explica que em
nossa espécie os homens evoluíram para assumir a função de defensor da tribo e também a
monogamia.
A tipologia do Acasalamento de Dawkins vem falar de um estado EEE (estado
evolucionariamente estável), ou seja, Dawkins quer dizer que esse estado consiste de uma
mistura que é “exatamente correta” para o sucesso genético máximo dos indivíduos dentro
de um grupo comunal. Logo Dawkins dividiu esses padrões estratégicos em quatro tipos:
para mulheres, recatados versus leviano e para homens, fiel versus namorador. Então
desenvolvendo essas características para homens e mulheres um EEE se estabeleceria.
Evolução e Menopausa: Foi apenas nos últimos 200 anos (desde que o conhecimento médico
pode prevenir doenças como varíola e septicemia puerperal) de nossa história de milhões de
anos que algumas mulheres com mais de 40 anos tiveram uma chance razoável de sobreviver
o tempo suficiente para criar um filho até sua independência.
Atração do Ponto de Vista do Gene
Evolução e Beleza Feminina: Capacidade da mulher por ser bela e procriar filhos.
Evolução e Atratividade Masculina: A figura do homem com capacidade de gerar filhos sadios,
mas não necessariamente esses filhos permanecerem vivos.
Homens Desmantelados mais Desejados: Um homem de figura desalinhada, não
necessariamente mal vestido mais que demonstre ser atraente e de boa aparência, bom
reprodutor e fiel.
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Psicopatologia Clinica
quarta-feira, 23 de março de 2011
Resumo - Psiquiatria na década de 70 e 80
Os mesmos fatores que afetaram a Psicanálise na década de 70 afetaram, também, as pessoas que buscavam outras formas de tratamento, principalmente nos Estados Unidos.
O custo e o tempo estimularam o desenvolvimento de formas mais breves de terapia. Algumas baseadas nos modelos cognitivo-comportamentais e outras no modelo psicanalítico. A terapia breve não “mudava” a pessoa em algumas semanas, mas apenas aliviava alguns sintomas ou resolvia uma crise de relacionamento.
TERAPIAS:
. Confrontação direta -
Psicoterapia “dinâmica”, Davanloo (1980) – método que consistia em romper resistências em pacientes difíceis utilizando a confrontação direta (às vezes em prejuízo do tato e cautela), forçava os pacientes a admitir sentimentos que não estavam prontos para expressar.
. Análise Setorial
Surgimento de outras técnicas breves, mas delicadas (inspiradas em Deutsch e Murphy – 1955) onde os médicos determinavam os problemas centrais escutando as palavras chaves que escapavam dos pacientes, disfarçando tenuemente os seus medos mais profundos. Deutsch e Murphy chamavam a abordagem de “análise setorial”.
Tempo de duração do processo – de 10 a 20 sessões.
. Cultos
Foi um período onde todas as formas de soluções mágicas foram criadas e vendidas como a “Terapia do Grito Primal” (Janot); a “EST” de Erhard e “Rolfing” (Rolf Institute for Structural Integration) criado por Ida Pauline Rolf, entre muitos.
Alguns charlatões brilharam brevemente obscurecendo os trabalhos dos responsáveis pela psiquiatria convencional.
Algumas viraram cultos perigosos como a Cientologia que até hoje atrai muitos adeptos, inclusive famosos. Foi criada por Huggard. Seus cultos alcançam o controle total dos adeptos isolando-os e alienando-os de suas famílias.
Em contrapartida um ramo da psiquiatria (Halperin-1978, 1983 e Galanter -1982, 1989) desenvolveu uma resposta à necessidade de desprogramar aqueles que tinham sido seduzidos e ajudando as famílias a recuperar os jovens dos cultos coercivos (induzir, pressionar).
Zvi Lothane (1983) alegava que havia elementos de culto mesmo nas terapias respeitadas como a de Konut, criador da escola psicanalítica da Psicologia do Self. Livros publicados: A análise do self (1971); A restauração do self (1977). Seus estudos baseavam-se nas patologias narcísicas.
. Pesquisa sobre os básicos da psicoterapia (Smith, Glass & Miller, 1980) sugere que elementos como fé, esperança, crença, empatia e calor emocional são as pedras fundamentais de todas as terapias efetivas.
Estudos da década de 80 tendem a confirmar que a orientação acadêmica é menos importante, como fator curativo, do que as qualidades humanas (unidas a experiência de vida).
. Eficácia da Psicoterapia
A crença na eficácia da psicoterapia cresceu a partir do trabalho de Myrna Weissmann (Epidemiologista) e seus colegas. Demonstrou que os transtornos afetivos são os transtornos mentais mais prevalentes nos Estados Unidos. Constatou que a psicoterapia podia ser tão eficaz no tratamento de depressão quanto à farmacoterapia (quer sozinha ou combinada com psicoterapia).
. Programa Doze Passos
Para o controle de transtornos do desejo (drogas, sexo, álcool, jogo, comida) surgiram programas de doze passos nos moldes do AA, orientando como refrear o desejo.
. Transtorno de Personalidade Bordeline – Incesto
Durante essa década os artigos referentes ao transtorno atribuíam importância causativa aos genes de risco para doença maníaco-depressiva em pacientes cujos parentes próximos têm mania bipolar ou depressão recorrente.
No final da década foi feita uma ligação entre experiências de incesto na infância e o desenvolvimento de transtorno de personalidade bordeline (Stone, 1981). Outros confirmaram mais tarde a teoria, reforçada por Finkelhor (1979), diretor do Programa de Pesquisa de Violência Familiar na Universidade de New Hampshire com seu livro que tratava de crianças vítimas de abuso sexual, aumentando a consciência dos psiquiatras sobre a magnitude do problema do incesto.
Houve uma explosão de livros, artigos e histórias sobre incesto abrindo caminho para a pesquisa intensiva sobre o assunto na década de 80.
. Hipnose –
O uso da hipnose ganhou respeito na década, como modalidade terapêutica na psiquiatria e na medicina resultando no uso extensivo para tratar de neuroses de guerra (2ª Guerra Mundial e na guerra da Coréia).
Trabalhos sobre a aplicação clínica da hipnose foram publicados: Crasilneck (1975), Spiegel e Spiegel (1978), Frankel (1974 1975). Nos transtornos fóbicos descobriram que a resistência ao tratamento podia ser diminuída através da hipnose.
PSIQUIATRIA HOSPITALAR
Transtornos alimentares –
. Anorexia nervosa – Teve mudanças significativas na década de 70, principalmente com pacientes hospitalizados, o sucesso do tratamento era mais evidentes.
. Bulimia nervosa – Este trantorno é seguido por purgação, de uma anorexia e depressão. Tratamento nesta época era de antidepressivos acompanhado de métodos comportamentais (terapias de grupo).
Esquizofrênia
. Estabelecimento de perfil na avaliação de pacientes esquizofrênicos
. Vida fora do confinamento hospitalar
. Avaliação da terapia analítica na esquizofrenia
. Outras formas de tratament, como internação breve e mais visitas ao hospital geraram melhoria e que a terapia de grupo e mais eficaz que a terapia individual.
Depressão Maníaca –
. Lítio- foi usado como estabilizador de humo, nesta época tentaram fazer uma classificação bioquímica de tratamento afetivos de acordo com fatores químicos.
. Formas “subafetivas” de doença bipolar
Condições Bordeline –
. Definição do transtorno de personalidade – Gunderson (1975) – uma tentativa de utilizar critérios que fossem mais fáceis de serem avaliados, nesta época não entraram em um acordo a não ser que o único aspecto de diagnósticos que concordaram era o da impulsividade, acreditando que uma das formas de tratamento fosse a imposição de limites, mas alguns acreditavam que a medicação não podia se prescrita por achar que seria ceder as exigência do paciente enquanto outro já recomendavam acreditando tratar diretamente da ansiedade, mas o melhor tratamento era o multimodal de bordelines hospitalizados, incluía terapia individual, terapia de grupo, trabalho com membros da família, medidas de reabilitação e um ambiente hospitalar.
O custo e o tempo estimularam o desenvolvimento de formas mais breves de terapia. Algumas baseadas nos modelos cognitivo-comportamentais e outras no modelo psicanalítico. A terapia breve não “mudava” a pessoa em algumas semanas, mas apenas aliviava alguns sintomas ou resolvia uma crise de relacionamento.
TERAPIAS:
. Confrontação direta -
Psicoterapia “dinâmica”, Davanloo (1980) – método que consistia em romper resistências em pacientes difíceis utilizando a confrontação direta (às vezes em prejuízo do tato e cautela), forçava os pacientes a admitir sentimentos que não estavam prontos para expressar.
. Análise Setorial
Surgimento de outras técnicas breves, mas delicadas (inspiradas em Deutsch e Murphy – 1955) onde os médicos determinavam os problemas centrais escutando as palavras chaves que escapavam dos pacientes, disfarçando tenuemente os seus medos mais profundos. Deutsch e Murphy chamavam a abordagem de “análise setorial”.
Tempo de duração do processo – de 10 a 20 sessões.
. Cultos
Foi um período onde todas as formas de soluções mágicas foram criadas e vendidas como a “Terapia do Grito Primal” (Janot); a “EST” de Erhard e “Rolfing” (Rolf Institute for Structural Integration) criado por Ida Pauline Rolf, entre muitos.
Alguns charlatões brilharam brevemente obscurecendo os trabalhos dos responsáveis pela psiquiatria convencional.
Algumas viraram cultos perigosos como a Cientologia que até hoje atrai muitos adeptos, inclusive famosos. Foi criada por Huggard. Seus cultos alcançam o controle total dos adeptos isolando-os e alienando-os de suas famílias.
Em contrapartida um ramo da psiquiatria (Halperin-1978, 1983 e Galanter -1982, 1989) desenvolveu uma resposta à necessidade de desprogramar aqueles que tinham sido seduzidos e ajudando as famílias a recuperar os jovens dos cultos coercivos (induzir, pressionar).
Zvi Lothane (1983) alegava que havia elementos de culto mesmo nas terapias respeitadas como a de Konut, criador da escola psicanalítica da Psicologia do Self. Livros publicados: A análise do self (1971); A restauração do self (1977). Seus estudos baseavam-se nas patologias narcísicas.
. Pesquisa sobre os básicos da psicoterapia (Smith, Glass & Miller, 1980) sugere que elementos como fé, esperança, crença, empatia e calor emocional são as pedras fundamentais de todas as terapias efetivas.
Estudos da década de 80 tendem a confirmar que a orientação acadêmica é menos importante, como fator curativo, do que as qualidades humanas (unidas a experiência de vida).
. Eficácia da Psicoterapia
A crença na eficácia da psicoterapia cresceu a partir do trabalho de Myrna Weissmann (Epidemiologista) e seus colegas. Demonstrou que os transtornos afetivos são os transtornos mentais mais prevalentes nos Estados Unidos. Constatou que a psicoterapia podia ser tão eficaz no tratamento de depressão quanto à farmacoterapia (quer sozinha ou combinada com psicoterapia).
. Programa Doze Passos
Para o controle de transtornos do desejo (drogas, sexo, álcool, jogo, comida) surgiram programas de doze passos nos moldes do AA, orientando como refrear o desejo.
. Transtorno de Personalidade Bordeline – Incesto
Durante essa década os artigos referentes ao transtorno atribuíam importância causativa aos genes de risco para doença maníaco-depressiva em pacientes cujos parentes próximos têm mania bipolar ou depressão recorrente.
No final da década foi feita uma ligação entre experiências de incesto na infância e o desenvolvimento de transtorno de personalidade bordeline (Stone, 1981). Outros confirmaram mais tarde a teoria, reforçada por Finkelhor (1979), diretor do Programa de Pesquisa de Violência Familiar na Universidade de New Hampshire com seu livro que tratava de crianças vítimas de abuso sexual, aumentando a consciência dos psiquiatras sobre a magnitude do problema do incesto.
Houve uma explosão de livros, artigos e histórias sobre incesto abrindo caminho para a pesquisa intensiva sobre o assunto na década de 80.
. Hipnose –
O uso da hipnose ganhou respeito na década, como modalidade terapêutica na psiquiatria e na medicina resultando no uso extensivo para tratar de neuroses de guerra (2ª Guerra Mundial e na guerra da Coréia).
Trabalhos sobre a aplicação clínica da hipnose foram publicados: Crasilneck (1975), Spiegel e Spiegel (1978), Frankel (1974 1975). Nos transtornos fóbicos descobriram que a resistência ao tratamento podia ser diminuída através da hipnose.
PSIQUIATRIA HOSPITALAR
Transtornos alimentares –
. Anorexia nervosa – Teve mudanças significativas na década de 70, principalmente com pacientes hospitalizados, o sucesso do tratamento era mais evidentes.
. Bulimia nervosa – Este trantorno é seguido por purgação, de uma anorexia e depressão. Tratamento nesta época era de antidepressivos acompanhado de métodos comportamentais (terapias de grupo).
Esquizofrênia
. Estabelecimento de perfil na avaliação de pacientes esquizofrênicos
. Vida fora do confinamento hospitalar
. Avaliação da terapia analítica na esquizofrenia
. Outras formas de tratament, como internação breve e mais visitas ao hospital geraram melhoria e que a terapia de grupo e mais eficaz que a terapia individual.
Depressão Maníaca –
. Lítio- foi usado como estabilizador de humo, nesta época tentaram fazer uma classificação bioquímica de tratamento afetivos de acordo com fatores químicos.
. Formas “subafetivas” de doença bipolar
Condições Bordeline –
. Definição do transtorno de personalidade – Gunderson (1975) – uma tentativa de utilizar critérios que fossem mais fáceis de serem avaliados, nesta época não entraram em um acordo a não ser que o único aspecto de diagnósticos que concordaram era o da impulsividade, acreditando que uma das formas de tratamento fosse a imposição de limites, mas alguns acreditavam que a medicação não podia se prescrita por achar que seria ceder as exigência do paciente enquanto outro já recomendavam acreditando tratar diretamente da ansiedade, mas o melhor tratamento era o multimodal de bordelines hospitalizados, incluía terapia individual, terapia de grupo, trabalho com membros da família, medidas de reabilitação e um ambiente hospitalar.
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Psicopatologia Clinica
terça-feira, 22 de março de 2011
Resumo - Kurt Lewin

KURT LEWIN, psicólogo alemão, nasceu em 9 de setembro de 1890 em Mogilno, Alemanha, na época, morreu em Newtonville, Massachusetts, Estados Unidos, em 12 de fevereiro de 1947.
Na Alemanha, estudou em Freiburg, Munique e Berlim, onde se doutorou em 1914, quando foi para a Primeira Guerra Mundial como oficial do Exército alemão trabalhando no Instituto Psicanalítico de Berlim. Foi para os Estados Unidos em 1933, onde se refugiou antes da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), pois suas teorias eram incompatíveis com o Nazismo. Não voltou mais para a Alemanha.
Obras literárias
A Dynamic Theory of Personality (1935; Teoria dinâmica da personalidade)
Principles of Topological Psychology (1936; Princípios de psicologia topológica).
Trabalho nos Estados Unidos
Trabalhou nas universidades de Cornell, Stanford e Iowa, fundou o Centro de Pesquisa de Dinâmica de Grupo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, (MIT), em 1945. No Instituto fez diversos trabalhos e formou muitos profissionais no campo da psicologia e da Sociologia e fisiologia. Entre os anos de 1946 e 1953, Kurt Lewin integrou o grupo reunido sob o nome de Macy Conferences, contribuindo para a consolidação da teoria cibernética junto com outros cientistas renomados: Arturo Rosenblueth, Gregory Bateson, Heinz von Foerster, John Von Neumann, Julian Bigelow, Lawrence Kubie, Lawrence K. Frank, Leonard J. Savage, Margaret Mead, Molly Harrower, Norbert Wiener, Paul Lazarsfeld, Ralph W. Gerard, Walter Pitts, Warren McCulloch e William Ross Ashby; além de Claude Shannon, Erik Erikson e Max Delbrück.
Teoria psicológica
A teoria do campo psicológico, formulada por Lewin, afirma que as variações individuais do comportamento humano com relação à norma são condicionadas pela tensão entre as percepções que o indivíduo tem de si mesmo e pelo ambiente psicológico em que se insere, o espaço vital, onde abriu novos caminhos para o estudo dos grupos humanos. Dedicou-se às áreas de processos sociais, motivação e personalidade, aplicou os princípios da psicologia da Gestalt. Lewin desenvolveu a pesquisa-ação (Action-Research), tentando com ela dar conta de dois problemas levantados pela sociedade em sua época: os problemas sociais e a necessidade de pesquisa. Fez isso, pois nem sempre a pesquisa social pode ser levada para os laboratorios. Infelizmente, na época de hoje também, existem muitas fontes de pesquisa que não são confiáveis. Não podemos deixar de falar da teoria de três etapas (descongelamento, movimento e recongelamento) de Lewin que revolucionou a ideia de mudança em organizações.
COMPORTAMENTO HUMANO – Influência de fatores
Para o entendimento dos fatores próprios e individuais, ou seja, os fatores internos inerentes ao comportamento humano, deve-se considerar que o ser humano é um animal social; entretanto, cada sujeito possui aspectos que os tornam únicos. Existem diferenças sociais, culturais e particulares que influenciam nos padrões de comportamento, na formação da personalidade, nas aspirações, valores, aptidões, e motivações de cada um. Cada pessoa é considerada um fenômeno multidimensional. (Chiavenato, 1998).
Esta “multidimensionalidade” torna o estudo do clima organizacional ainda mais complexo, daí a necessidade de analisarmos cada um dos fatores, pois o clima é o conjunto e a inter-relação entre pessoas, que por sua vez são um novo conjunto e inter-relação de comportamentos.
A seguir, três teorias importantes para a compreensão do comportamento humano: a Teoria do Campo, de Kurt Lewin, a Teoria da Dissonância Cognitiva de Festinger e o conceito de Motivação, proposto por Freud, Maslow e outros autores.
Teoria de Campo de Kurt Lewin
A teoria de Kurt Lewin, um dos primeiros psicólogos a estudarem as organizações, explica que os padrões de comportamento são decorrentes das interações e das influências que o indivíduo estabelece com o meio. Essa teoria explica como cada indivíduo sintetiza de forma diferente as vivências com o meio ao longo de sua vida; assim, cada pessoa, cada ser humano, possui uma dinâmica interna própria, portanto, interpreta e percebe as coisas, as pessoas, as situações de forma particular.
O comportamento é resultado de uma totalidade de fatos e eventos coexistentes em uma determinada situação. A inter-relação entre os fatos e eventos cria um campo dinâmico. Este campo dinâmico, ou ambiente psicológico, corresponde aos padrões organizados de comportamentos e percepções do indivíduo em relação a si e ao seu ambiente. (Chiavenato, 1998).
Algumas prerrogativas da teoria de campo de Lewin:
- O comportamento deriva da coexistência dos fatos; - Essa coexistência dos fatos criam um campo dinâmico, o que significa que o estado de qualquer parte do campo depende de todas as outras partes; - O comportamento depende do campo atual ao invés do passado ou do futuro.
O campo é a totalidade da coexistência dos fatos que são concebidos como mutualmente interdependentes. Indivíduos se comportam diferentemente de acordo com o modo em que as tensões da percepção do self e do ambiente são trabalhados. O campo psicológico ou espaço vital (lifespace, em inglês), dentro dos quais as pessoas agem precisa ser levado em conta a fim de entender o comportamento. Os indivíduos participam de uma série de espaços vitais (ex: família, escola, trabalho, igreja etc) e esses foram construídos sob a influência de inúmeros vetores de força.
O comportamento é função do campo que existe no momento em que o comportamento ocorre e é representado pela seguinte fórmula:
C = f (P,A)
em inglês estas siglas tornam-se: B = f (P,E)
A fórmula significa que o comportamento de alguém está relacionado às características pessoais da pessoa e à situação social na qual se encontra.
Teoria do Espaço Vital
Por toda carreira de 30 anos, Lewin dedicou-se a área amplamente definida da motivação humana, descrevendo o comportamento humano dentro de total contexto social e físico (Lewin, 1936, 1939). Seu conceito geral de psicologia era prático, concentrando nas questões sociais que afetam a nossa vida pessoal e profissional. Buscava humanizar as fábricas da época, de modo que o trabalho se o tornasse mais uma fonte de satisfação pessoal do que apenas uma forma de ganhar a vida.
O conhecimento a respeito da teoria de campo da física fez com que ele imaginasse que as atividades psicológicas de um individuo também ocorrem dentro de um campo psicológico, chamado Teoria do Espaço Vital - que compreende todos os acontecimentos do passado, do presente e do futuro que nos afetam. Do ponto de vista psicológico, cada um desses fatos determina algum tipo de comportamento em uma situação específica. Dessa forma, o espaço vital consiste na necessidade de as pessoas interagirem com o ambiente psicológico.
A Teoria do Espaço Vital exibe diversos graus de desenvolvimento em função da quantidade e do tipo de experiência acumulados. Como o bebê tem pouca experiência, possui poucas regiões diferenciadas no seu espaço vital. Um adulto extremamente culto e sofisticado é dotado de um espaço vital complexo e bem diferenciado, exigindo grande variedade de experiência profissional tentou criar um modelo matemático para representar esse conceito teórico de processos psicológicos. Devido ao interesse em um único indivíduo (um único caso) e não em grupos nem no desempenho médio, a análise estatística não tinha muito valor para esse fim. Ele escolheu a topologia, uma forma de geometria, para criar um diagrama do espaço vital, mostrando os objetivos possíveis de uma pessoa e os caminhos que conduziam a essas metas em qualquer momento determinado.
Dentro do mapa topológico, usado para criar o diagrama de todas as formas de comportamento e de fenômenos psicológicos, Lewin usava setas (vetores) para representar a direção do movimento do indivíduo em busca da meta. Acrescentou a noção de peso a essas opções (valências) para referir-se ao valor positivo ou negativo dos objetos, dentro do espaço vital. Os objetos atraentes ou que satisfizessem às necessidades humanas recebiam valência positiva, enquanto os ameaçadores recebiam valência negativa. Esses diagramas chegaram a ser chamados de "psicologia do quadro-negro".
Lewin postulou um estado de equilíbrio entre a pessoa e o seu ambiente. Quando esse equilíbrio é perturbado, surge uma tensão (o conceito de motivação ou necessidade de Lewin) que leva a algum movimento, numa tentativa de restaurar o equilíbrio. Ele acreditava que o comportamento humano envolve o contínuo aparecimento de tensão-locomoção-alívio. Essa sequência é semelhante à de necessidade–atividade-alívio. Sempre que uma necessidade é sentida, existe um estado de tensão, e o organismo tenta descarregá-la agindo de modo a restaurar o equilíbrio.
A primeira tentativa experimental de testar essa proposição foi feita, sob a supervisão de Lewin, por Bluma Zeigarnik, em 1927. Propôs-se aos sujeitos uma série de tarefas, permitindo-lhes completar algumas, mas interrompendo-os antes de poderem terminar outras. Lewin previra que um sistema de tensão se desenvolve quando se propõe a sujeitos uma tarefa a realizar; quando a tarefa e completada, a tensão se dissipa; e quando a tarefa não é completada, a persistência da tensão resulta numa maior probabilidade de que a tarefa seja recordada. Os resultados de Zeigarnik confirmaram as previsões. Os sujeitos se recordaram mais das tarefas interrompidas do que as terminadas. Muitas pesquisas subsequentes foram feitas sobre o que hoje é conhecido como o efeito de Zeigarnik.
A característica notável da psicologia social de Lewin é a dinâmica de grupo, a aplicação de conceitos relativos ao comportamento individual e grupos. Assim como o indivíduo e seu ambiente formam um campo psicológico, assim também o grupo e o seu ambiente compõem um campo social. Os comportamentos sociais ocorrem no interior de entidades sociais simultaneamente existentes como subgrupos, membros do grupo, barreiras e canais de comunicação, e delas resultam. Assim, o comportamento do grupo é uma função do campo total existente em qualquer momento dado.
Além disso, Lewin acentuou a importância da pesquisa de ação social, o estudo de problemas sociais relevantes voltados para a introdução de mudanças. Ele se preocupava com os conflitos raciais e fez estudos comunitários sobre os efeitos da habitação integrada sobre o preconceito, sobre a equalização de oportunidades de emprego e sobre o desenvolvimento e a prevenção do preconceito em crianças. Sua pesquisa de ação social transformou problemas como a discriminação e o preconceito em estudos controlados, aplicando o rigor da abordagem experimental sem a artificialidade e a esterilidade do laboratório acadêmico.
BIBLIOGRAFIA
SCHULTZ, Duane P., SCHULTZ, Sydney Ellen – História da Psicologia Moderna, Ed. Cultrix, 2000, São Paulo – SP.
INTERNET
http://www.administracaoegestao.com.br/pesquisa-de-clima-organizacional/a-teoria-de-campo-de-kurt-lewin/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Kurt_Lewin
http://www.administracaoegestao.com.br/pesquisa-de-clima-organizacional/a-influencia-de-fatores-inerentes-ao-comportamento-humano/
segunda-feira, 21 de março de 2011
Resumo - Wilfred Ruprecht Bion
WILFRED RUPRECHT BION
Nasceu em 8 de setembro de 1897, em Mutra, Punjab, na India. Aos 8 anos foi estudar na Inglaterra no Bishop’s Stardfor College. Na escola se destacou nos esportes e aos 17 anos se dispõe a ser um desportista internacional. Entra nas Forças Armadas, recebe honras aos 21 anos e chega a capitão. Ingressa aos 22 anos no curso de História, estuda também Filosofia, Linguas (latina e grega ) literatura francesa.
Entra no curso de Medicina aos 33 anos , forma-se e ganha uma medalha de ouro como cirurgião e outras distinções significativas.Em 1932 inicia-se sua prática em psiquiatria, trabalha com o DR, Hadfield , defensor da terapia psicanalítica e um dos fundadores da Tavistok Clinic, onde trabalhou por 15 anos. Até 1940 teve significativa experiência com delinqüentes
Em 1945 nasceu sua primeira filha do primeiro casamento, sua esposa morre alguns dias após o parto. Aos 48 anos (1945) instala-se em Iver Heath, aluga um consultório, inicia sua formação em Psicanálise e sua análise com Melanie Klein, que dura até 1953. Interessa-se pelo tratamento em Grupo juntamente com John Rickman (seu primeiro analista) estruturando suas idéias que culminaram no livro “Experience With Groups” de 1961.
Estudou a personalidade psicótica e escreveu uma serie de trabalhos muitos originais apresentados em Congressos e Jornais de Psicanálise. Em suas conferências havia sempre uma interação dele com o grupo, fazendo questionamentos e levando o grupo à reflexão. Tinha, portanto, um jeito questionador e instigante.
Dava ênfase na relação entre o pensamento e a linguagem na Psicose, junto com tratamento analítico das mesmas.
Em 1951 casa-se novamente com Franscesca a quem conhecewu no Instituto de Relações Humanas da Tavistok e o influenciou muito na sua vida e carreira, teve dois filhos com ela, ficaram casado até o fim de sua vida.
Em 1956 foi nomeado diretor da clínica de Londres de Psicanálise, ocupando esse cargo até 1962.
Aos 71 anos, Bion transfere-se para Los- Angeles, passando a ter mais contato com Argentina e o Brasil. Proferiu Conferências no Rio e em São Paulo nos anos de 1973, 1974, 1975 e em 1978, No Ano de 1979 volta para Inglaterra, onde morre de leucemia aos 82 anos.
Terapia de Grupo
Vale ressaltar que os primeiros escritos de Bion sobre grupos datam de 1943 (“tensões intragrupos nas terapias”), passam por 1946 (“Projeto de um grupo sem lider”), sendo que estes artigos, e outros mais, foram reunidos em 1948 em um livro “Experiências em grupos”. Em 1952, ele publicou “Dinâmica de grupo: Uma revisão”, e em 1961, sob a motivação de que “estes artigos despertaram um interesse maior do que ele esperava”, ele tornou a reunir todos estes textos e os publicou em um livro também intitulado “Experiências em Grupos”. Em 1952 ele escreve “uma revisão da dinâmica de grupo”.
Estes estudos sobre grupos são baseados em experiências vividas em distintos locais, épocas e propósitos. Assim no hospital militar, durante a 2ª Guerra Mundial, Bion descreveu as “Tensões Intragrupais” com grupos formados com a finalidade de reabilitação. Ele também descreve um método original, criação sua, de proceder a uma seleção de candidatos a oficial da armada, através da proposição de atividades em “grupo sem líder”. A experiência grupal de Bion ficou muita enriquecida com os seus posteriores experimentos de finalidade psicoterapêutica na Tavistock Clinic.
Os estudos de Bion sobre grupos mostram uma nítida influência do texto de Freud, “Psicologia das massas e análise do ego”, de 1921. Assim, Bion parte dos modelos do Exército e da Igreja os quais ele considerou como sendo “Grupos de trabalho” e que foram estudados e utilizados por Freud como ilustração de seus estudos sobre os tipos de lideranças. Da mesma forma pode-se dizer que a concepção de Bion referente aos “Supostos Básicos”do inconsciente grupal, se refere ao funcionamento do “Processo Primário” e, portanto, equivale à descrição que Freud fez acerca do “grupo desestruturado, inerente às massas”, conforme um estudo prévio de Le Bom, bastante citado por Freud no seu citado trabalho.
Dentre as concepções originais da dinâmica do Campo grupal, além que já referimos em relação aos grupos de reabilitação e de seleção, os grupos sem líder, e a abertura para a comunidade, destacamos outros conceitos.
MENTALIDADE GRUPAL: O grupo adquire uma unanimidade de pensamento e de objetivo, o qual transcende aos indivíduos;
CULTURA DO GRUPO: Resulta da oposição conflitiva entre as necessidades da “mentalidade grupal”, e as de cada indivíduo;
VALÊNCIA: Esse termo é tirado da química, e que designa a capacidade que o indivíduo tem em combinar com os demais, em função dos fatores inconscientes de cada um;
COOPERAÇÃO: É a interação das pessoas orientadas pela razão. Está relacionada com o “grupo de trabalho”;
GRUPO DE TRABALHO: Bion afirma que todo grupo opera sempre em dois níveis que são simultâneos, opostos e interativos, mas delimitados entre si. Um é o “grupo de trabalho” e o outro é o “grupo de base”. O “grupo de trabalho” está voltado para aspectos conscientes, para a tarefa;
O GRUPO DE (PRÉ) SUPOSTAS BÁSICAS (SB): Os grupos básicos funcionam pelas leis do inconsciente.
Bion descreveu três modalidades de supostas básicas e as denominou respectivamente de “Dependência”, de “Luta e Fuga” e de “acasalamento”.
As emoções básicas, como o amor, ódio, medo, ansiedades, etc estão presentes em qualquer situação. Mas o que caracteriza cada um dos três supostos básicos é a forma de como esses sentimentos vêm combinados e estruturados, e por isso, exigem um tipo de líder específico apropriado para preencher os requisitos do suposto básico predominante e vigente no grupo.
Em um texto de L. A. Py (1986) expõe a emergência nos indivíduos dessas suposições básicas e de como eles se interpretam. O autor afirma que “algo emerge inconsciente, instintivo e primitivo levando o grupo a um determinado tipo de comportamento que passa um padrão da espécie humana, tendo em vista o fato de o homem ser um animal gregário.
Trata–se de um comportamento de sobrevivência que então aparece de forma rudimentar, ineficiente, caricata, Os aspectos mais essenciais da sobrevivência da espécie estão aí presentes conforme descritos por Bion. Existe a expectativa da emergência do líder místico, aquele que individualmente detém capacidades invulgares e que tem condições de liderar, dirigir o grupo para a sobrevivência. O instinto de obediência a esse líder aparece caricaturado no grupo de suposto básico de dependência. Como animal predador e ao mesmo tempo alvo e presa de outros predadores, o ser humano necessita estabelecer padrões de comportamento grupais que lhe permitam lutar e fugir de acordo com as circunstâncias. A liderança necessária para tal se faz presente e a formulação das atitudes grupais que fazem face a essas necessidades encontra – se representada no grupo de suposição básica de luta – fuga.
O outro elemento fundamental da sobrevivência da espécie, a procriação e a criação da prole, está expresso no grupo de suposto básico de acasalamento.
“Assim, vemos que as principais necessidades básicas de manutenção da espécie humana emergem desta forma primitiva nos agrupamentos humanos quando é dada a oportunidade para tal”.
Nasceu em 8 de setembro de 1897, em Mutra, Punjab, na India. Aos 8 anos foi estudar na Inglaterra no Bishop’s Stardfor College. Na escola se destacou nos esportes e aos 17 anos se dispõe a ser um desportista internacional. Entra nas Forças Armadas, recebe honras aos 21 anos e chega a capitão. Ingressa aos 22 anos no curso de História, estuda também Filosofia, Linguas (latina e grega ) literatura francesa.
Entra no curso de Medicina aos 33 anos , forma-se e ganha uma medalha de ouro como cirurgião e outras distinções significativas.Em 1932 inicia-se sua prática em psiquiatria, trabalha com o DR, Hadfield , defensor da terapia psicanalítica e um dos fundadores da Tavistok Clinic, onde trabalhou por 15 anos. Até 1940 teve significativa experiência com delinqüentes
Em 1945 nasceu sua primeira filha do primeiro casamento, sua esposa morre alguns dias após o parto. Aos 48 anos (1945) instala-se em Iver Heath, aluga um consultório, inicia sua formação em Psicanálise e sua análise com Melanie Klein, que dura até 1953. Interessa-se pelo tratamento em Grupo juntamente com John Rickman (seu primeiro analista) estruturando suas idéias que culminaram no livro “Experience With Groups” de 1961.
Estudou a personalidade psicótica e escreveu uma serie de trabalhos muitos originais apresentados em Congressos e Jornais de Psicanálise. Em suas conferências havia sempre uma interação dele com o grupo, fazendo questionamentos e levando o grupo à reflexão. Tinha, portanto, um jeito questionador e instigante.
Dava ênfase na relação entre o pensamento e a linguagem na Psicose, junto com tratamento analítico das mesmas.
Em 1951 casa-se novamente com Franscesca a quem conhecewu no Instituto de Relações Humanas da Tavistok e o influenciou muito na sua vida e carreira, teve dois filhos com ela, ficaram casado até o fim de sua vida.
Em 1956 foi nomeado diretor da clínica de Londres de Psicanálise, ocupando esse cargo até 1962.
Aos 71 anos, Bion transfere-se para Los- Angeles, passando a ter mais contato com Argentina e o Brasil. Proferiu Conferências no Rio e em São Paulo nos anos de 1973, 1974, 1975 e em 1978, No Ano de 1979 volta para Inglaterra, onde morre de leucemia aos 82 anos.
Terapia de Grupo
Vale ressaltar que os primeiros escritos de Bion sobre grupos datam de 1943 (“tensões intragrupos nas terapias”), passam por 1946 (“Projeto de um grupo sem lider”), sendo que estes artigos, e outros mais, foram reunidos em 1948 em um livro “Experiências em grupos”. Em 1952, ele publicou “Dinâmica de grupo: Uma revisão”, e em 1961, sob a motivação de que “estes artigos despertaram um interesse maior do que ele esperava”, ele tornou a reunir todos estes textos e os publicou em um livro também intitulado “Experiências em Grupos”. Em 1952 ele escreve “uma revisão da dinâmica de grupo”.
Estes estudos sobre grupos são baseados em experiências vividas em distintos locais, épocas e propósitos. Assim no hospital militar, durante a 2ª Guerra Mundial, Bion descreveu as “Tensões Intragrupais” com grupos formados com a finalidade de reabilitação. Ele também descreve um método original, criação sua, de proceder a uma seleção de candidatos a oficial da armada, através da proposição de atividades em “grupo sem líder”. A experiência grupal de Bion ficou muita enriquecida com os seus posteriores experimentos de finalidade psicoterapêutica na Tavistock Clinic.
Os estudos de Bion sobre grupos mostram uma nítida influência do texto de Freud, “Psicologia das massas e análise do ego”, de 1921. Assim, Bion parte dos modelos do Exército e da Igreja os quais ele considerou como sendo “Grupos de trabalho” e que foram estudados e utilizados por Freud como ilustração de seus estudos sobre os tipos de lideranças. Da mesma forma pode-se dizer que a concepção de Bion referente aos “Supostos Básicos”do inconsciente grupal, se refere ao funcionamento do “Processo Primário” e, portanto, equivale à descrição que Freud fez acerca do “grupo desestruturado, inerente às massas”, conforme um estudo prévio de Le Bom, bastante citado por Freud no seu citado trabalho.
Dentre as concepções originais da dinâmica do Campo grupal, além que já referimos em relação aos grupos de reabilitação e de seleção, os grupos sem líder, e a abertura para a comunidade, destacamos outros conceitos.
MENTALIDADE GRUPAL: O grupo adquire uma unanimidade de pensamento e de objetivo, o qual transcende aos indivíduos;
CULTURA DO GRUPO: Resulta da oposição conflitiva entre as necessidades da “mentalidade grupal”, e as de cada indivíduo;
VALÊNCIA: Esse termo é tirado da química, e que designa a capacidade que o indivíduo tem em combinar com os demais, em função dos fatores inconscientes de cada um;
COOPERAÇÃO: É a interação das pessoas orientadas pela razão. Está relacionada com o “grupo de trabalho”;
GRUPO DE TRABALHO: Bion afirma que todo grupo opera sempre em dois níveis que são simultâneos, opostos e interativos, mas delimitados entre si. Um é o “grupo de trabalho” e o outro é o “grupo de base”. O “grupo de trabalho” está voltado para aspectos conscientes, para a tarefa;
O GRUPO DE (PRÉ) SUPOSTAS BÁSICAS (SB): Os grupos básicos funcionam pelas leis do inconsciente.
Bion descreveu três modalidades de supostas básicas e as denominou respectivamente de “Dependência”, de “Luta e Fuga” e de “acasalamento”.
As emoções básicas, como o amor, ódio, medo, ansiedades, etc estão presentes em qualquer situação. Mas o que caracteriza cada um dos três supostos básicos é a forma de como esses sentimentos vêm combinados e estruturados, e por isso, exigem um tipo de líder específico apropriado para preencher os requisitos do suposto básico predominante e vigente no grupo.
Em um texto de L. A. Py (1986) expõe a emergência nos indivíduos dessas suposições básicas e de como eles se interpretam. O autor afirma que “algo emerge inconsciente, instintivo e primitivo levando o grupo a um determinado tipo de comportamento que passa um padrão da espécie humana, tendo em vista o fato de o homem ser um animal gregário.
Trata–se de um comportamento de sobrevivência que então aparece de forma rudimentar, ineficiente, caricata, Os aspectos mais essenciais da sobrevivência da espécie estão aí presentes conforme descritos por Bion. Existe a expectativa da emergência do líder místico, aquele que individualmente detém capacidades invulgares e que tem condições de liderar, dirigir o grupo para a sobrevivência. O instinto de obediência a esse líder aparece caricaturado no grupo de suposto básico de dependência. Como animal predador e ao mesmo tempo alvo e presa de outros predadores, o ser humano necessita estabelecer padrões de comportamento grupais que lhe permitam lutar e fugir de acordo com as circunstâncias. A liderança necessária para tal se faz presente e a formulação das atitudes grupais que fazem face a essas necessidades encontra – se representada no grupo de suposição básica de luta – fuga.
O outro elemento fundamental da sobrevivência da espécie, a procriação e a criação da prole, está expresso no grupo de suposto básico de acasalamento.
“Assim, vemos que as principais necessidades básicas de manutenção da espécie humana emergem desta forma primitiva nos agrupamentos humanos quando é dada a oportunidade para tal”.
sábado, 19 de março de 2011
Resumo - Renascimento da Psiquiatria
Resumo de Mauricio, Leny e Flávia.
Renascimento da Psiquiatria

A década de 1950 fez mais que inspirar a nova aparência na descrição e estudo das doenças, o que resultou num grande avanço nos diagnósticos. No inicio da década as drogas ilícitas tornaram-se moda, particularmente na América e na Europa Ocidental.
O abuso no consumo de drogas ilícitas cresceu rapidamente e se tornou uma epidemia. Muitos adolescentes com vulnerabilidade para psicoses, até então ocultas, tiveram esse potencial revoltantemente efetivado após terem tomado alucinógenos.
A taxa de divórcio cresceu exorbitantemente na década de 1960, as mulheres estavam trabalhando e, portanto, eram capazes de deixar seus maridos em casos de abuso. O desvio cultural para longe do idealismo e auto-restrição e em direção a maior autogratificação provocou a cultura do narcisismo (quando a mulher afirma que “eu posso, eu me garanto, eu quero”, etc)
Com o aumento do divórcio e o numero crescente de mulheres na frente de trabalho iniciava-se a revolução sexual. A masturbação tornou-se ultrapassada e o desenvolvimento de melhores dispositivos contraceptivos levaram à maior liberdade sexual, com famílias menores, maior oportunidade para experimentação sexual e uma ameaça concomitantemente maior à integridade do casamento.
À medida que o divórcio se tornava cada vez mais comum, mais problemas sociais vieram à tona, pois as crianças eram criadas por padrastos e madrastas e meio irmãos. O incesto, o mais bem mantido dos segredos, também era mais comum, em parte devido ao numero crescente de padrastos e madrastas. As afiliações religiosas e o comparecimento às igrejas caíram consideravelmente, na década de 1960, enfraquecendo mais ainda o sistema de apoio com o qual os jovens contavam.
A taxa de suicídio cresceu entre pessoas na terceira década de vida que agora tinham menor apoio parental, menor apoio da igreja e cada vez menos empregos a recorrer.
A década de 60 foi uma época de desinstitucionalização, as drogas milagrosas da década de 50 tinham, de fato, permitido que os hospitais psiquiátricos se desfizessem das camisas de força, embora alguns se queixassem que as drogas eram “camisas de força químicas”.
Os hospitais psiquiátricos se tornaram um repositório para dissidentes políticos que eram zumbificados com o mesmo medicamento que esvaziava os hospitais.
Novas leis foram decretadas, concedendo ao paciente o direito de recusar medicação, mesmo que as drogas fossem úteis.
Os psicanalistas geralmente falavam de transtorno de caráter, onde os psicólogos eram mais propensos a usar o termo personalidade.
Michael Balint, William Gillepsie e Charles Rycroft afirmavam que a psicanálise é um evento entre duas pessoas, onde um é o analista que interage com paciente e o outro um participante ativo.
Nas décadas de 1950 e 1960 houve uma evolução no estudo da psicanálise para os doentes mentais graves, como a esquizofrenia. Michael Baling rejeitava alguns princípios freudianos ortodoxos, os Analistas da Escola Independente escreviam em uma linguagem livre dos vocabulários especiais, eram mais acessíveis. Balint publicou uma monografia: A Falha Básica.
Também foi na década de 1960 que Donald Winnicott publica o livro O Processo de Amadurecimento e o Ambiente Facilitador - O Falso Self.
John Frosch trouxe um novo conceito de Borderline que preferia chamar de Caráter Psicótico, onde as principais características do caráter psicótico eram:
- preservação do teste de realidade;
- relações objetais;
– negação; e
- projeção.
Jacques Lacan publicou, em 1973, o livro Os quatro Conceitos Fundamentais da Psicanálise. O autor não estava preocupado com condições clínicas comuns, mas interessado na teoria freudiana de inconsciente, repetição, transferência e impulso, focalizando-se nas analogias entre teoria psicanalista e linguística moderna.
Sacha Nacht estava consciente de que os elementos curativos, no processo analítico, não estavam limitados as interpretações verbais. Nach tinha identificado três tipos de masoquista: erotogênico, moral e feminino.
Rudolph Loewenstein via a passividade e impotência do masoquista como um apelo à compaixão da figura parental.
Vitor Smirnoff acreditava que os masoquistas podem ser vistos como orquestrando sua própria vitimização, através da evocação de punição, suficiente para satisfazer suas necessidades de sentir-se no controle.
Irving Bieber publicou em 1960: Um estudo Psicanalítico de homens Homossexuais, onde os homossexuais resultavam de uma criação em família com mãe sedutora ou excessivamente envolvida e pai distante. Bieber percebia o homossexual como doença, o que era predominante entre psicanalistas, que termina com a resolução edípica, superando o chamado complexo de castração, o que permitiria alcançar a capacidade para a intimidade heterossexual.
A confiança na capacidade das novas drogas em manter pacientes severamente crônicos fora do hospital por questões politicas e econômicas. A trágica consequência dessa politica ainda não era tão evidente até a década de 1960.
Renascimento da Psiquiatria

A década de 1950 fez mais que inspirar a nova aparência na descrição e estudo das doenças, o que resultou num grande avanço nos diagnósticos. No inicio da década as drogas ilícitas tornaram-se moda, particularmente na América e na Europa Ocidental.
O abuso no consumo de drogas ilícitas cresceu rapidamente e se tornou uma epidemia. Muitos adolescentes com vulnerabilidade para psicoses, até então ocultas, tiveram esse potencial revoltantemente efetivado após terem tomado alucinógenos.
A taxa de divórcio cresceu exorbitantemente na década de 1960, as mulheres estavam trabalhando e, portanto, eram capazes de deixar seus maridos em casos de abuso. O desvio cultural para longe do idealismo e auto-restrição e em direção a maior autogratificação provocou a cultura do narcisismo (quando a mulher afirma que “eu posso, eu me garanto, eu quero”, etc)
Com o aumento do divórcio e o numero crescente de mulheres na frente de trabalho iniciava-se a revolução sexual. A masturbação tornou-se ultrapassada e o desenvolvimento de melhores dispositivos contraceptivos levaram à maior liberdade sexual, com famílias menores, maior oportunidade para experimentação sexual e uma ameaça concomitantemente maior à integridade do casamento.
À medida que o divórcio se tornava cada vez mais comum, mais problemas sociais vieram à tona, pois as crianças eram criadas por padrastos e madrastas e meio irmãos. O incesto, o mais bem mantido dos segredos, também era mais comum, em parte devido ao numero crescente de padrastos e madrastas. As afiliações religiosas e o comparecimento às igrejas caíram consideravelmente, na década de 1960, enfraquecendo mais ainda o sistema de apoio com o qual os jovens contavam.
A taxa de suicídio cresceu entre pessoas na terceira década de vida que agora tinham menor apoio parental, menor apoio da igreja e cada vez menos empregos a recorrer.
A década de 60 foi uma época de desinstitucionalização, as drogas milagrosas da década de 50 tinham, de fato, permitido que os hospitais psiquiátricos se desfizessem das camisas de força, embora alguns se queixassem que as drogas eram “camisas de força químicas”.
Os hospitais psiquiátricos se tornaram um repositório para dissidentes políticos que eram zumbificados com o mesmo medicamento que esvaziava os hospitais.
Novas leis foram decretadas, concedendo ao paciente o direito de recusar medicação, mesmo que as drogas fossem úteis.
Os psicanalistas geralmente falavam de transtorno de caráter, onde os psicólogos eram mais propensos a usar o termo personalidade.
Michael Balint, William Gillepsie e Charles Rycroft afirmavam que a psicanálise é um evento entre duas pessoas, onde um é o analista que interage com paciente e o outro um participante ativo.
Nas décadas de 1950 e 1960 houve uma evolução no estudo da psicanálise para os doentes mentais graves, como a esquizofrenia. Michael Baling rejeitava alguns princípios freudianos ortodoxos, os Analistas da Escola Independente escreviam em uma linguagem livre dos vocabulários especiais, eram mais acessíveis. Balint publicou uma monografia: A Falha Básica.
Também foi na década de 1960 que Donald Winnicott publica o livro O Processo de Amadurecimento e o Ambiente Facilitador - O Falso Self.
John Frosch trouxe um novo conceito de Borderline que preferia chamar de Caráter Psicótico, onde as principais características do caráter psicótico eram:
- preservação do teste de realidade;
- relações objetais;
– negação; e
- projeção.
Jacques Lacan publicou, em 1973, o livro Os quatro Conceitos Fundamentais da Psicanálise. O autor não estava preocupado com condições clínicas comuns, mas interessado na teoria freudiana de inconsciente, repetição, transferência e impulso, focalizando-se nas analogias entre teoria psicanalista e linguística moderna.
Sacha Nacht estava consciente de que os elementos curativos, no processo analítico, não estavam limitados as interpretações verbais. Nach tinha identificado três tipos de masoquista: erotogênico, moral e feminino.
Rudolph Loewenstein via a passividade e impotência do masoquista como um apelo à compaixão da figura parental.
Vitor Smirnoff acreditava que os masoquistas podem ser vistos como orquestrando sua própria vitimização, através da evocação de punição, suficiente para satisfazer suas necessidades de sentir-se no controle.
Irving Bieber publicou em 1960: Um estudo Psicanalítico de homens Homossexuais, onde os homossexuais resultavam de uma criação em família com mãe sedutora ou excessivamente envolvida e pai distante. Bieber percebia o homossexual como doença, o que era predominante entre psicanalistas, que termina com a resolução edípica, superando o chamado complexo de castração, o que permitiria alcançar a capacidade para a intimidade heterossexual.
A confiança na capacidade das novas drogas em manter pacientes severamente crônicos fora do hospital por questões politicas e econômicas. A trágica consequência dessa politica ainda não era tão evidente até a década de 1960.
quinta-feira, 17 de março de 2011
O que é Paresia?
Paresia (definição)
Termo geral que se refere ao grau leve a moderado de fraqueza muscular, ocasionalmente usado como sinônimo de PARALISIA (perda grave ou completa da função motora). Na literatura antiga, paresia geralmente se referia especificamente a neurossífilis parética (ver NEUROSSÍFILIS). "Paresia geral" e "paralisia geral" podem ainda trazer esta conotação. A paresia das extremidades inferiores bilateral é denominada PARAPARESIA.
Termo geral que se refere ao grau leve a moderado de fraqueza muscular, ocasionalmente usado como sinônimo de PARALISIA (perda grave ou completa da função motora). Na literatura antiga, paresia geralmente se referia especificamente a neurossífilis parética (ver NEUROSSÍFILIS). "Paresia geral" e "paralisia geral" podem ainda trazer esta conotação. A paresia das extremidades inferiores bilateral é denominada PARAPARESIA.
Quem é Augusto Cury
Concordo com o que alguns leitores escreveram sobre ele no site da Livraria Cultura.
Sobre o livro "Nunca desista de seus sonhos":
Marilia / Data: 6/2/2009
Uma droga - Joguei dinheiro fora. O autor se julga inteligentíssimo, cria teorias ininteligíveis #até por ele mesmo, ele confessa## ou diz o óbvio como se fosse uma grande sacação, com a maior cara de pau. Diz até que uma universitária acostumada a ler Camões, Pablo Neruda e outros gênios, leu o livro dele e achou o melhor livro que ela leu na vida!!!!!!!!!!!!!!!Chega a ser hilário!
Claudio Malagrino / Data: 22/3/2008
Auto-ajuda ou auto-promoção? Ou ||Cury segundo Cury|| - ||Nunca Desista de seus Sonhos||, de Augusto Cury, é um legítimo representante da literatura fast-food que se produz e se consome hoje no Brasil. O livro nada mais é que uma colagem de idéias óbvias e frases prontas, além de trazer um espetáculo de auto-promoção constrangedor. O autor é pródigo em auto-elogios, apresentando-se como uma espécie de ||gênio incompreendido pela Academia conservadora||. Segundo Cury, Einstein ||queria explicar as forças do Universo||, e Cury, o ||caos do campo da energia psíquica||... Descreve em detalhes sua biografia, ao lado de outras personalidades da História, como Martin Luther King, Abraham Lincoln e Jesus Cristo! Já o tema central do livro, o ||sonho|| como meta que norteia nossas atividades, é superficialmente explorado. Além dos clichês surrados, o autor bate na tecla frankfurtiana da crítica à sociedade de consumo e à ||busca desenfreada pelo sucesso e pela riqueza||. São angústias e aflições que não atingem Augusto Cury; em sua conta corrente estão contabilizados os lucros pela venda de mais de um milhão de livros. Afinal, o importante é ser feliz!
Rodrigo / Data: 14/5/2007
Conceito do leitor:
Horrível - Escrito por um autor prepotente que se compara a Jesus Cristo e Luther King, esse livro pode ser um considerado uma das piores obras da Língua Portuguesa
Roberta Fontes / Data: 11/5/2006
Conceito do leitor:
Não vale 1,00 - Decepcionante. Talvez essa palavra possa expressar exatamente o que senti ao ler esse livreto. Não é digno sequer de ser chamado de livro, pois que é uma cópia mal feita de idéias originais, fazendo-se passar por original. Nota 0.
allen marques valadares vaz / Data: 10/3/2006
Conceito do leitor:
o sonho de ser original - La pelas tantas, o livro adquire um carater auto-biografico, antes tinha sido um retalho do que ele ja havia escrito em outros livros. A falta de originalidade no livro soa alto, falta ao autor o trabalho de se dedicar a escrever algo novo mesmo, ao inves disso teve o trabalho de digitar control c e control v. Quando ele diz que tem uma tese propria, cai da cadeira... a tese de que a memoria seria uma construcao subjetiva ja existe ha tanto tempo.... Falta ao autor ler Diderot ou os Ensaios de Walter Benjamin sobre Proust, ou mesmo, ler Proust. Quem sabe no emaranhado proustiano, ele descobriria novos assuntos para novos livros, e nos pouparia 19 reais para ler velhos conceitos copiados... Se pudesse pediria meu dinheiro de volta, nunca fui tao enganado... Se Walter Benjamin estivesse vivo nao se preocuparia com Cury a ponto de processa-lo por plagio, mas que seria bacana,seria... Este livro serve apenas para enriquecer o bolso da Sextante e do autor...dai a oportunidade de ser cobrado pelo plagio.
Jenifer / Data: 1/3/2006
Conceito do leitor:
Baboseiras e mais baboseiras... - A VEJA fez uma crítica excelente sobre esta e outras bobagens deste autor...Só asneiras, ditas por um autor embasado em ||ciência||, CRIADA PELO PRÓPRIO!!!! Enquanto houver ingênuos, vai vender muito...
Sobre o livro "O código da inteligência":
Tom / Data: 29/7/2009
Conceito do leitor:
Pura Mesmice - Esse é um livro de autoajuda para pessoas sem capacidade intelectual....não recomendo em hipotese alguma....decepcionante
Paulo S Abreu / Data: 14/6/2009
Conceito do leitor:
Auto ajuda disfarçada em ciência - O livro abusa de citações ao longo das páginas que não estão necessariamente relacionadas aos temas desenvolvidos no capítulo. Muitas delas são de outros livros do próprio autor, ou seja um ||auto-merchandising||. Os assuntos desenvolvidos ao longo do livro não chegam a ser desinteressantes, mas o autor os desenvolve muito no estilo ||auto-ajuda|| o que acaba por afastar leitores um pouco mais céticos e pragmáticos. Numa longa viagem de ônibus pode até ser que você leia o livro todo, mas se tiver outros à mão é muito provável que deixe esse de lado e parta para uma outra leitura.
Eiji / Data: 30/3/2009
Conceito do leitor:
Falta objetividade - O autor escreve fica divagando para demonstrar suas idéias, não é nada científico e parece um livro de auto-ajuda. Para quem quer ficar refletindo, pode ser bom. Para quem gosta de explicações cientificamente embasadas, este não é o livro.
Sobre o livro "O vendedor de sonhos":
Mateus / Data: 22/5/2009
Conceito do leitor:
baixa qualidade - Sofrivel , so é bom para que nunca leu um livro, a continuação tambem do ponto de vista literario e artistico é uma catastrofe. Faz o Paulo Coelho parecer premio nobel .
Klaus Petersen / Data: 6/4/2009
Conceito do leitor:
Narração - A forma como assunto é narrado não convence,é um tanto pueril, resumindo : ||chato || . Não conseguí ir além da página 85...
Cintia Tessuto / Data: 6/1/2009
Conceito do leitor:
Medíocre - Auto-ajuda disfarçada de literatura da pior qualidade. O livro é sofrível. Os diálogos são medíocres, a redação primária. Uma afronta ao leitor medianamente inteligente. E o pior é que promete uma continuação! Socorro!!!!
Natália / Data: 13/12/2008
Conceito do leitor:
Auto-ajuda - Por não ser classificado como um auto-ajuda, caí na besteira de comprar este Augusto Cury. Lamentável. Pessoas decidem mudar suas vidas a partir do momento que ouvem frases óbvias e por vezes vazias da boca de um desconhecido. Uma tentativa de recriar uma história messiânica, mas sem o fundamento necessário nem as idéias revolucionárias.
Sobre o livro "O futuro da humanidade":
Paulo / Data: 4/2/2008
Conceito do leitor:
Não compre - O livro é bobo, irreal e cheio de clichês. A história não tem fluência natural e por vezes o autor parece apelar para manter a narrativa. Existem opções muito melhores por esse preço.
Ética na Profissão
Duas sugestões de texto de Ética
1. Franklin Leopoldo e Silva; Ética e Situações-Limite
versão digital:
http://revistacult.uol.com.br/home/2010/04/etica-e-situacoes-limite/
2. Claudio Cohen, Marco Segre; Definição de Valores, Moral, Éticicade e Ética
Bioética, Capítulo 1 (páginas 17 a 26)
Versão digital:
http://books.google.com.br/books?id=uVW_UZ66bC0C&pg=PA17&lpg=PA17&dq=%22defini%C3%A7%C3%A3o+de+valores,+moral,+eticidade+e+etica%22&source=bl&ots=i20yxfEe3Y&sig=8qrj92S49IAAp4QuyJ-OSVK8Hl0&hl=pt-br&ei=eBKBTYXhMZSWtwfU6PTICA&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=4&ved=0CCgQ6AEwAw#v=onepage&q&f=false
1. Franklin Leopoldo e Silva; Ética e Situações-Limite
versão digital:
http://revistacult.uol.com.br/home/2010/04/etica-e-situacoes-limite/
2. Claudio Cohen, Marco Segre; Definição de Valores, Moral, Éticicade e Ética
Bioética, Capítulo 1 (páginas 17 a 26)
Versão digital:
http://books.google.com.br/books?id=uVW_UZ66bC0C&pg=PA17&lpg=PA17&dq=%22defini%C3%A7%C3%A3o+de+valores,+moral,+eticidade+e+etica%22&source=bl&ots=i20yxfEe3Y&sig=8qrj92S49IAAp4QuyJ-OSVK8Hl0&hl=pt-br&ei=eBKBTYXhMZSWtwfU6PTICA&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=4&ved=0CCgQ6AEwAw#v=onepage&q&f=false
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Birra e Castigo
BIRRA E CASTIGO
Tatiana Malheiros Assumpção*
Poucas coisas conseguem por à prova a paciência e a tranqüilidade dos pais como a birra dos filhos. Não é raro ver situações em que os adultos parecem tão perdidos e descontrolados quanto as crianças. Mas, afinal...
O que é a birra?
A birra, ou raiva passageira, é uma forma imatura de expressar ira ou aborrecimento. Geralmente, manifesta-se através de choro, gritos, pontapés nos móveis, cabeçadas na parede... As crianças ficam vermelhas e depois roxas, chegam a perder o fôlego. Não é nada fácil continuar calmo com um escândalo desses!
Apesar de incômodas, as birras fazem parte do desenvolvimento normal, estando presentes, principalmente, na fase que vai de uma a três ou quatro anos de idade. Na idade escolar, elas já devem ter desaparecido ou ser bastante raras. Obviamente, há diferenças entre as crianças, segundo seu temperamento, sendo que algumas são mais sossegadas que outras. No entanto, uma criança quieta e tranqüila demais é mais motivo de preocupação que outra, que faz birras de vez em quando.
1. Quais são seus motivos?
O surgimento das birras está ligado a processos de autonomização das crianças, ou seja, ao fato de que elas, conforme crescem, vão se tornando mais independentes. O problema é que isso começa a ocorrer num período em que elas ainda são muito pequenas e não podem tomar decisões e cuidar-se sozinhas, levando à vivência de muitas frustrações.
As crianças querem fazer tudo, mexer em tudo, pedir tudo e não podem, por suas próprias limitações. Além disso, os pais devem impedi-las de uma porção de coisas, que não devem ou não podem fazer. Tudo tem seu tempo, mas elas ainda não são capazes de entender isso. Ao contrário dos adultos, as crianças ainda não conseguem adiar um prazer para depois ou esperar para concretizar seus desejos. Querem tudo para já! Isso acontece porque elas ainda não têm a noção de tempo e de futuro, tornando a espera em algo muito difícil. Conforme elas vão crescendo e esse desejo de “quero tudo agora” vai sendo superado, as birras vão diminuindo gradualmente.
Também não se pode esquecer que muitos daqueles que são descritos como maus comportamentos são, na verdade, atitudes que contrariam as idealizações dos pais.
2. Como lidar com a birra?
Para começar, deve-se ensinar as crianças que a birra não funciona e que os pais não mudarão de opinião por causa delas. Por volta dos três anos de idade, já se pode começar a ensinar as crianças a expressar seus sentimentos com palavras, já que sentir raiva é normal, mas devemos expressa-la de forma apropriada. (Dizendo, por exemplo, “você está com raiva porque...”).
Quando ele conseguir se controlar, expressando-se corretamente e mostrando-se disposto a cooperar, elogie-o! Não se pode esquecer que todos, as crianças inclusive, gostam de ser reconhecidos em seus esforços e sucessos!
Os critérios de certo e errado também devem ser estáveis e coerentes, para que a criança possa saber exatamente o que pode ou não fazer. Se os pais não conseguem concordar entre si quanto às normas para os filhos, ou se mudam de idéia conforme seu humor, a criança ficará sempre insegura e com medo, sem nunca saber a quais regras deve obedecer. Educa bem quem usa bem as palavras e os atos, acompanhados de “olho no olho” e silêncios cheios de sentido; acertam na educação dos filhos os pais que sabem escutar. Pais que usam palavras vazias e que fingem ser “o amigão”, abrindo mão de sua autoridade de pais podem estar cometendo uma “fraude educativa”. Castigos e punições excessivos, como também prêmios sem merecimento, podem causar um efeito negativo na formação das crianças.
O melhor a fazer é prevenir, tomando as precauções possíveis para que as crises não ocorram. Muitas crianças tendem a fazer mais pirraças quando estão muito cansadas ou animadas, com fome ou doentes, pois tornam-se menos capazes de enfrentar situações frustrantes. Assim, evitar que a criança fique muito cansada ou excitada faz com que seja possível controlar melhor suas emoções. Interromper ou mudar atividades que sejam muito complexas para ela também ajuda, pois impede que se frustre por não conseguir fazer o que quer.
LEMBRE-SE: O processo educacional deve ser de caráter preventivo e contínuo (e não apenas sermões e surras na hora das crises). Mas nem sempre a prevenção funciona.
Nesse caso, o melhor é começar pelo que não fazer. Os pais devem ser um bom modelo de auto-controle, sem perder a calma, sem gritar e sem bater na hora de lidar com as birras dos filhos. Muitas vezes, o mais difícil quando se enfrenta uma criança muito irritada é controlar a própria raiva. (E há pais que acabam fazendo “pirraças de adultos” em resposta às birras dos filhos!).
Também não se deve ceder, pois então a criança pode encontrar nas birras um modo de conseguir tudo o que quer, tornando o comportamento cada vez pior. As explicações podem ser oportunas, mas apenas depois que a crise passar. Tentar explicar qualquer coisa durante um ataque de raiva é perda de tempo.
Sabido o que não fazer, vamos passar agora ao que pode ser feito, uma vez que as birras já estejam em andamento:
Apoiar e estimular a criança que faz birra por frustração ou cansaço: se a criança não consegue fazer algo (por exemplo, um jogo mais complexo ou o dever de casa), o melhor é demonstrar compreensão e oferecer ajuda. Levar uma bronca porque não conseguiu resolver o problema de matemática só piora a decepção da criança consigo mesma.
Não dar importância para as birras motivadas pelo desejo de chamar a atenção ou conseguir algo: enquanto a criança continuar no lugar e não apresentar comportamento destrutivo, pode-se deixá-la fazer pirraça tranqüilamente. Muitas vezes, se vence pelo cansaço. Expressar seu desagrado com palavras, sem perder o controle e sem discutir, e mudar de cômodo também ajudam. Depois que a crise passar, deve-se assumir uma atitude amistosa e normalizar as coisas. (Lembre-se: birra de adulto só piora o problema!).
Arrastar fisicamente a criança que tem uma birra porque não quer fazer algo importante: se a criança se nega a fazer algo sem importância, como tomar um lanche ou descansar na cama ao invés do sofá, ignore o problema antes que aconteça a birra. Por outro lado, se a criança se recusar a fazer algo importante, como ir para a escola ou deitar-se para dormir, obrigue-a a cumprir o dever e ignore as birras. Avisar alguns minutos antes que tal ou qual coisa deverá ser feita pode evitar algumas crises, mas se a birra começou, deixe que se estenda por dois ou três minutos e leve a crianças para onde tem que ir, mesmo que seja necessário puxá-la pelos braços (sem violência).
Utilizar castigos temporários se a criança tem comportamentos perturbadores ou destrutivos, lembrando sempre que os castigos devem ter por objetivo dar normas e limites a ela: levar a criança para seu quarto e mandar que fique lá por alguns minutos (três a cinco) serve como punição para comportamentos inaceitáveis (como agressão física ou destruição de objetos da casa).
Dominar a criança quando ela tiver birras que possam causar danos ou machucar alguém: se a criança perder o controle totalmente, pode ser necessário contê-la fisicamente (a melhor forma é segurando-a por trás, mantendo seu corpo em contato com as costas dela e os braços ao redor de seu corpo, segurando os dela). Deve-se fazer isso também quando a criança corre o risco de se machucar (por exemplo, quando se joga violentamente para trás), mantendo-a no colo até que ela se acalme e comece a relaxar.
Se as birras acontecem em locais públicos, o melhor a fazer é agir como em casa: levar a criança para um canto e esperar que se acalme. A prevenção também funciona, evitando levar a criança a situações que ela não é capaz de suportar (um dia de compras muito longo, por exemplo) e procurando distraí-la enquanto se faz outra atividade.
3. E as famosas palmadas?
Embora um tapa e um espancamento sejam diferentes, o princípio que rege os dois tipos de atitude é exatamente o mesmo: utilizar a força, o poder e o medo para conseguir alguma coisa. No caso das crianças, que obedeçam alguma ordem ou que interrompam um comportamento inadequado ou uma crise de birra. O problema é que bater em crianças pode resolver o problema no momento, mas é um ótimo jeito de criar monstrinhos no futuro.
Uma surra pode ter um efeito imediato, mas a longo prazo a criança voltará a ter o mesmo comportamento anterior. Afinal, o fato de dar um tapa ou uma surra por causa de um comportamento errado não fará com que o comportamento certo apareça. A criança precisa ser ensinada a fazer o que é certo, através de explicações e conversas. Muitas vezes, a criança faz algo de errado sem saber que aquilo não podia ser feito.
Na verdade, muitos pais preferem a surra porque é mais fácil e toma menos tempo que uma conversa, além de fazer com que a criança pare imediatamente de ter o mau comportamento (afinal, dor e choro são incompatíveis com qualquer outra atividade). Mas, como já foi visto, essa interrupção é apenas temporária, enquanto a dor (ou sua lembrança) estiver lá e a pessoa que deu o castigo estiver por perto.
O castigo físico provoca reações emocionais, como medo, choro e ansiedade, que podem aparecer em outras situações que não as de punição. Se as surras forem muito intensas ou freqüentes, essas respostas emocionais podem se tornar parte da personalidade dessas crianças, prejudicando-as para o resto de suas vidas. Além disso, a palmada não resolve os conflitos entre pais e filhos e pode piorar cada vez mais as relações, pois em vez de pensar no que fez, a criança fica com raiva de quem a agrediu e perde a confiança nos pais, que é a base para que ela se sinta amparada e segura em sua vida.
Por outro lado, a criança pode aprender que é através da agressão física que se consegue o que se quer, passando a apresentar condutas agressivas em casa e na escola e a esconder tudo o que fizeram com medo da punição.
Outras conseqüências negativas do castigo físico contra crianças são:
- Auto-estima negativa
- Comportamento agressivo
- Dificuldades de relacionamento
- Dificuldades em acreditar nos outros
- Infelicidade generalizada
- Mau desempenho na escola
4. E se a birra não for normal?
Apesar de tudo, existem situações em que as birras saem do controle e as medidas que discutimos são ineficazes ou insuficientes. Nesse caso, é necessário um auxílio profissional (de médicos ou psicólogos), que estejam habilitados a atender crianças no seu dia a dia.
Deve-se procurar ajuda se:
- A criança se machucar ou machucar os outros durante as birras
- As birras ocorrerem cinco ou mais vezes por dia
- As birras também acontecerem na escola
- A criança tiver vários outros problemas de comportamento
- Algum dos pais (ou cuidadores) também tiver episódios de raiva, gritos ou agressividade e não conseguir se controlar
- As recomendações contidas neste folheto não surtirem efeito em duas semanas
- Restarem outras dúvidas ou preocupações
Tatiana Malheiros Assumpção*
Poucas coisas conseguem por à prova a paciência e a tranqüilidade dos pais como a birra dos filhos. Não é raro ver situações em que os adultos parecem tão perdidos e descontrolados quanto as crianças. Mas, afinal...
O que é a birra?
A birra, ou raiva passageira, é uma forma imatura de expressar ira ou aborrecimento. Geralmente, manifesta-se através de choro, gritos, pontapés nos móveis, cabeçadas na parede... As crianças ficam vermelhas e depois roxas, chegam a perder o fôlego. Não é nada fácil continuar calmo com um escândalo desses!
Apesar de incômodas, as birras fazem parte do desenvolvimento normal, estando presentes, principalmente, na fase que vai de uma a três ou quatro anos de idade. Na idade escolar, elas já devem ter desaparecido ou ser bastante raras. Obviamente, há diferenças entre as crianças, segundo seu temperamento, sendo que algumas são mais sossegadas que outras. No entanto, uma criança quieta e tranqüila demais é mais motivo de preocupação que outra, que faz birras de vez em quando.
1. Quais são seus motivos?
O surgimento das birras está ligado a processos de autonomização das crianças, ou seja, ao fato de que elas, conforme crescem, vão se tornando mais independentes. O problema é que isso começa a ocorrer num período em que elas ainda são muito pequenas e não podem tomar decisões e cuidar-se sozinhas, levando à vivência de muitas frustrações.
As crianças querem fazer tudo, mexer em tudo, pedir tudo e não podem, por suas próprias limitações. Além disso, os pais devem impedi-las de uma porção de coisas, que não devem ou não podem fazer. Tudo tem seu tempo, mas elas ainda não são capazes de entender isso. Ao contrário dos adultos, as crianças ainda não conseguem adiar um prazer para depois ou esperar para concretizar seus desejos. Querem tudo para já! Isso acontece porque elas ainda não têm a noção de tempo e de futuro, tornando a espera em algo muito difícil. Conforme elas vão crescendo e esse desejo de “quero tudo agora” vai sendo superado, as birras vão diminuindo gradualmente.
Também não se pode esquecer que muitos daqueles que são descritos como maus comportamentos são, na verdade, atitudes que contrariam as idealizações dos pais.
2. Como lidar com a birra?
Para começar, deve-se ensinar as crianças que a birra não funciona e que os pais não mudarão de opinião por causa delas. Por volta dos três anos de idade, já se pode começar a ensinar as crianças a expressar seus sentimentos com palavras, já que sentir raiva é normal, mas devemos expressa-la de forma apropriada. (Dizendo, por exemplo, “você está com raiva porque...”).
Quando ele conseguir se controlar, expressando-se corretamente e mostrando-se disposto a cooperar, elogie-o! Não se pode esquecer que todos, as crianças inclusive, gostam de ser reconhecidos em seus esforços e sucessos!
Os critérios de certo e errado também devem ser estáveis e coerentes, para que a criança possa saber exatamente o que pode ou não fazer. Se os pais não conseguem concordar entre si quanto às normas para os filhos, ou se mudam de idéia conforme seu humor, a criança ficará sempre insegura e com medo, sem nunca saber a quais regras deve obedecer. Educa bem quem usa bem as palavras e os atos, acompanhados de “olho no olho” e silêncios cheios de sentido; acertam na educação dos filhos os pais que sabem escutar. Pais que usam palavras vazias e que fingem ser “o amigão”, abrindo mão de sua autoridade de pais podem estar cometendo uma “fraude educativa”. Castigos e punições excessivos, como também prêmios sem merecimento, podem causar um efeito negativo na formação das crianças.
O melhor a fazer é prevenir, tomando as precauções possíveis para que as crises não ocorram. Muitas crianças tendem a fazer mais pirraças quando estão muito cansadas ou animadas, com fome ou doentes, pois tornam-se menos capazes de enfrentar situações frustrantes. Assim, evitar que a criança fique muito cansada ou excitada faz com que seja possível controlar melhor suas emoções. Interromper ou mudar atividades que sejam muito complexas para ela também ajuda, pois impede que se frustre por não conseguir fazer o que quer.
LEMBRE-SE: O processo educacional deve ser de caráter preventivo e contínuo (e não apenas sermões e surras na hora das crises). Mas nem sempre a prevenção funciona.
Nesse caso, o melhor é começar pelo que não fazer. Os pais devem ser um bom modelo de auto-controle, sem perder a calma, sem gritar e sem bater na hora de lidar com as birras dos filhos. Muitas vezes, o mais difícil quando se enfrenta uma criança muito irritada é controlar a própria raiva. (E há pais que acabam fazendo “pirraças de adultos” em resposta às birras dos filhos!).
Também não se deve ceder, pois então a criança pode encontrar nas birras um modo de conseguir tudo o que quer, tornando o comportamento cada vez pior. As explicações podem ser oportunas, mas apenas depois que a crise passar. Tentar explicar qualquer coisa durante um ataque de raiva é perda de tempo.
Sabido o que não fazer, vamos passar agora ao que pode ser feito, uma vez que as birras já estejam em andamento:
Apoiar e estimular a criança que faz birra por frustração ou cansaço: se a criança não consegue fazer algo (por exemplo, um jogo mais complexo ou o dever de casa), o melhor é demonstrar compreensão e oferecer ajuda. Levar uma bronca porque não conseguiu resolver o problema de matemática só piora a decepção da criança consigo mesma.
Não dar importância para as birras motivadas pelo desejo de chamar a atenção ou conseguir algo: enquanto a criança continuar no lugar e não apresentar comportamento destrutivo, pode-se deixá-la fazer pirraça tranqüilamente. Muitas vezes, se vence pelo cansaço. Expressar seu desagrado com palavras, sem perder o controle e sem discutir, e mudar de cômodo também ajudam. Depois que a crise passar, deve-se assumir uma atitude amistosa e normalizar as coisas. (Lembre-se: birra de adulto só piora o problema!).
Arrastar fisicamente a criança que tem uma birra porque não quer fazer algo importante: se a criança se nega a fazer algo sem importância, como tomar um lanche ou descansar na cama ao invés do sofá, ignore o problema antes que aconteça a birra. Por outro lado, se a criança se recusar a fazer algo importante, como ir para a escola ou deitar-se para dormir, obrigue-a a cumprir o dever e ignore as birras. Avisar alguns minutos antes que tal ou qual coisa deverá ser feita pode evitar algumas crises, mas se a birra começou, deixe que se estenda por dois ou três minutos e leve a crianças para onde tem que ir, mesmo que seja necessário puxá-la pelos braços (sem violência).
Utilizar castigos temporários se a criança tem comportamentos perturbadores ou destrutivos, lembrando sempre que os castigos devem ter por objetivo dar normas e limites a ela: levar a criança para seu quarto e mandar que fique lá por alguns minutos (três a cinco) serve como punição para comportamentos inaceitáveis (como agressão física ou destruição de objetos da casa).
Dominar a criança quando ela tiver birras que possam causar danos ou machucar alguém: se a criança perder o controle totalmente, pode ser necessário contê-la fisicamente (a melhor forma é segurando-a por trás, mantendo seu corpo em contato com as costas dela e os braços ao redor de seu corpo, segurando os dela). Deve-se fazer isso também quando a criança corre o risco de se machucar (por exemplo, quando se joga violentamente para trás), mantendo-a no colo até que ela se acalme e comece a relaxar.
Se as birras acontecem em locais públicos, o melhor a fazer é agir como em casa: levar a criança para um canto e esperar que se acalme. A prevenção também funciona, evitando levar a criança a situações que ela não é capaz de suportar (um dia de compras muito longo, por exemplo) e procurando distraí-la enquanto se faz outra atividade.
3. E as famosas palmadas?
Embora um tapa e um espancamento sejam diferentes, o princípio que rege os dois tipos de atitude é exatamente o mesmo: utilizar a força, o poder e o medo para conseguir alguma coisa. No caso das crianças, que obedeçam alguma ordem ou que interrompam um comportamento inadequado ou uma crise de birra. O problema é que bater em crianças pode resolver o problema no momento, mas é um ótimo jeito de criar monstrinhos no futuro.
Uma surra pode ter um efeito imediato, mas a longo prazo a criança voltará a ter o mesmo comportamento anterior. Afinal, o fato de dar um tapa ou uma surra por causa de um comportamento errado não fará com que o comportamento certo apareça. A criança precisa ser ensinada a fazer o que é certo, através de explicações e conversas. Muitas vezes, a criança faz algo de errado sem saber que aquilo não podia ser feito.
Na verdade, muitos pais preferem a surra porque é mais fácil e toma menos tempo que uma conversa, além de fazer com que a criança pare imediatamente de ter o mau comportamento (afinal, dor e choro são incompatíveis com qualquer outra atividade). Mas, como já foi visto, essa interrupção é apenas temporária, enquanto a dor (ou sua lembrança) estiver lá e a pessoa que deu o castigo estiver por perto.
O castigo físico provoca reações emocionais, como medo, choro e ansiedade, que podem aparecer em outras situações que não as de punição. Se as surras forem muito intensas ou freqüentes, essas respostas emocionais podem se tornar parte da personalidade dessas crianças, prejudicando-as para o resto de suas vidas. Além disso, a palmada não resolve os conflitos entre pais e filhos e pode piorar cada vez mais as relações, pois em vez de pensar no que fez, a criança fica com raiva de quem a agrediu e perde a confiança nos pais, que é a base para que ela se sinta amparada e segura em sua vida.
Por outro lado, a criança pode aprender que é através da agressão física que se consegue o que se quer, passando a apresentar condutas agressivas em casa e na escola e a esconder tudo o que fizeram com medo da punição.
Outras conseqüências negativas do castigo físico contra crianças são:
- Auto-estima negativa
- Comportamento agressivo
- Dificuldades de relacionamento
- Dificuldades em acreditar nos outros
- Infelicidade generalizada
- Mau desempenho na escola
4. E se a birra não for normal?
Apesar de tudo, existem situações em que as birras saem do controle e as medidas que discutimos são ineficazes ou insuficientes. Nesse caso, é necessário um auxílio profissional (de médicos ou psicólogos), que estejam habilitados a atender crianças no seu dia a dia.
Deve-se procurar ajuda se:
- A criança se machucar ou machucar os outros durante as birras
- As birras ocorrerem cinco ou mais vezes por dia
- As birras também acontecerem na escola
- A criança tiver vários outros problemas de comportamento
- Algum dos pais (ou cuidadores) também tiver episódios de raiva, gritos ou agressividade e não conseguir se controlar
- As recomendações contidas neste folheto não surtirem efeito em duas semanas
- Restarem outras dúvidas ou preocupações
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Psicologia do Desenvolvimento
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Resolução do CFP proíbe Psicólogos de avaliarem presos para progressão de Pena
A notícia foi veiculada pelo canal G1 de notícias, e tem causado polêmica não só entre os psicólogos.
Desde junho, uma resolução do Conselho Federal de Psicologia proíbe psicólogos que trabalham no sistema prisional de realizarem o exame que, em tese, deveria dizer se o preso está ou não em condições de retornar à sociedade.
O conselho argumenta que os profissionais tem pouco tempo para elaborar o laudo, trabalham em condições impróprias e nem sempre tem condições de prever como será o comportamento do preso fora da cadeia.
Atualmente o ministério público federal move um inquérito para avaliar se a resolução é ou não válida, pois se questiona se o CFP tem autonomia para tomar este tipo de decisão.
Desde junho, uma resolução do Conselho Federal de Psicologia proíbe psicólogos que trabalham no sistema prisional de realizarem o exame que, em tese, deveria dizer se o preso está ou não em condições de retornar à sociedade.
O conselho argumenta que os profissionais tem pouco tempo para elaborar o laudo, trabalham em condições impróprias e nem sempre tem condições de prever como será o comportamento do preso fora da cadeia.
Atualmente o ministério público federal move um inquérito para avaliar se a resolução é ou não válida, pois se questiona se o CFP tem autonomia para tomar este tipo de decisão.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Criatividade aumenta quando se vive novas experiências
Estudos mostram que conhecer outras culturas proporciona uma melhor visão de mundo
É possivel notar diferenças das pessoas que vivenciaram outras culturas
É possivel notar diferenças das pessoas que vivenciaram outras culturas
Viagens turísticas, intercâmbios, passeios em outros países ou mesmo regiões diferentes são ótimos para o enriquecimento de cultura, língua e conhecimento. Conhecer novos lugares, novos hábitos, comidas típicas, artes, costumes e tradições fazem com que o cidadão tenha outra visão de mundo.
Além de toda esta experiência, um fator que foi pesquisado há pouco tempo é com relação à criatividade. Estudos recentes mostram que comparando estudantes que já viveram em outro país com os que nunca saíram da sua terra de origem, é possível encontrar várias diferenças.
Aqueles que “sentiram na pele” a convivência com outros povos mostraram-se com maiores índices de criatividade em vários testes. Os especialistas afirmam que a aprendizagem multicultural é um processo crítico de adaptação, agindo como catalisador da criatividade. Eles ainda a relacionam com a chamada “mente aberta”.
“O estudo é muito interessante, pois mostra que quando conhecemos culturas diferentes, recebemos mais estímulos que acabam por favorecer a criatividade. A adaptação aos novos estilos de vida e culturas também agregam valores que podem ser utilizados de forma criativas no meio em que se vive”, analisa a psicóloga e tutora do Portal Educação, Denise Marcon.
Autores como William W. Maddux, Haio Adam e Adam D. Galinsky abordaram em algumas obras sobre as mudanças estruturais no cérebro que ocorrem durante as experiências de aprendizagem intensiva. Segundo eles, ainda é preciso focar os estudos para ver se ocorrem alterações neurológicas no processo criativo intensivo durante as experiências culturais no exterior.
Fonte: Portal Educação
É possivel notar diferenças das pessoas que vivenciaram outras culturas
É possivel notar diferenças das pessoas que vivenciaram outras culturas
Viagens turísticas, intercâmbios, passeios em outros países ou mesmo regiões diferentes são ótimos para o enriquecimento de cultura, língua e conhecimento. Conhecer novos lugares, novos hábitos, comidas típicas, artes, costumes e tradições fazem com que o cidadão tenha outra visão de mundo.
Além de toda esta experiência, um fator que foi pesquisado há pouco tempo é com relação à criatividade. Estudos recentes mostram que comparando estudantes que já viveram em outro país com os que nunca saíram da sua terra de origem, é possível encontrar várias diferenças.
Aqueles que “sentiram na pele” a convivência com outros povos mostraram-se com maiores índices de criatividade em vários testes. Os especialistas afirmam que a aprendizagem multicultural é um processo crítico de adaptação, agindo como catalisador da criatividade. Eles ainda a relacionam com a chamada “mente aberta”.
“O estudo é muito interessante, pois mostra que quando conhecemos culturas diferentes, recebemos mais estímulos que acabam por favorecer a criatividade. A adaptação aos novos estilos de vida e culturas também agregam valores que podem ser utilizados de forma criativas no meio em que se vive”, analisa a psicóloga e tutora do Portal Educação, Denise Marcon.
Autores como William W. Maddux, Haio Adam e Adam D. Galinsky abordaram em algumas obras sobre as mudanças estruturais no cérebro que ocorrem durante as experiências de aprendizagem intensiva. Segundo eles, ainda é preciso focar os estudos para ver se ocorrem alterações neurológicas no processo criativo intensivo durante as experiências culturais no exterior.
Fonte: Portal Educação
sábado, 31 de julho de 2010
O Mito do amor materno

Em “Um amor conquistado – o mito do amor materno”, Elizabeth Badinter nos mostra de maneira muito clara que o amor materno inato é um mito. Não é “dado”, mas sim, como deixa antever o título da obra, “conquistado”.
Porém, acreditamos em nosso imaginário que tal amor seja algo natural. Algo que nasce com as mulheres, verdadeiro apanágio feminino. Fala-se até de “instinto materno”. E coitadas daquelas que não o têm! Sofrem um certo preconceito, pois falta-lhes qualquer coisa de fundamental!
Essa convicção se dá basicamente por duas razões.
A primeira é devido à imposição feita pela cultura, responsável pelo desenvolvimento do modelo de amor materno conhecido atualmente e com o qual temos convivido desde o século XIX.
A segunda, em uma relação de causalidade circular com a anterior, deve-se à necessidade de se idealizar a relação mãe-filho, idealização que obedece ao desejo de união perfeita, fantasia de completude que protege o indivíduo das ansiedades e medos mais primitivos de separação, abandono e perda.
Desse modo, a mãe é concebida como alguém puro a quem são atribuídos apenas sentimentos nobres de acolhimento, abrigo e continência no que diz respeito a sua cria. A criança, é vista como um ser que se satisfaz total e plenamente com uma relação fusional com ela satisfazendo-a do mesmo modo. (Um exemplo do valor dado à tão sonhada relação, são as expressões artísticas cristãs que retratam sempre a Madona olhando o Menino Jesus com enlevo e este, por sua vez, retribuindo com adoração).
O caráter ambivalente e contraditório desse modelo de vínculo que reúne sentimentos de aprisionamento e possibilidade de individuação, será enfrentado só bem mais tarde na vida, com a entrada do terceiro na relação diádica composta por mãe e filho, cujo primeiro representante e protótipo para os demais é o pai.
Contudo, o amor materno como o conhecemos atualmente, é aquisição bem recente. Os estudos trazidos por Badinter nos fazem ver que nem sempre foi assim. A mãe tinha mais uma função biológica que afetiva, ficando as crianças ao cargo de amas-de-leite que lhes garantiam a sobrevivência física, o suporte emocional e humanização.
A crença do amor materno instintivo, imaculado e incondicional terá importantes conseqüências no exercício da convivência entre pais e filhos, na visão de guarda e na dificuldade que se observa quando se apresentam modificações nos parâmetros de convívio estabelecidos como “naturais e corretos”, como veremos mais adiante.
Todo afeto para se dar precisa de proximidade física e emocional. Deve ser conquistado com e na convivência. É na intimidade das relações construídas no cotidiano que germina, cresce e frutifica.
E o amor materno não foge a essa regra. Não é decorrente, como se crê, da ação de algum instinto. É afeição que, como qualquer outra, necessita de reciprocidade desenvolvida em um relacionamento estreito e contínuo que assegure confiança e familiaridade aos que dele se nutrem.
Se o amor não é dado, não está garantido de antemão, não é fruto de geração espontânea, mas ao contrário, demanda empenho, cuidado e investimento dos que integram uma relação amorosa qualquer que seja ela – entre mãe e filho, entre amantes, ou entre amigos –, por qual motivo vê-se ainda com tantas reservas a atribuição da guarda dos filhos ao pai quando de uma separação conjugal? Talvez devido ao preconceito, medo de contrariar a prática usual, ou mesmo desinformação...
As noções que temos de como as funções e papéis sociais devam ser exercidos é resultado do que Pichón-Rivière (1985) denominou de representação da norma social designada. “[...] um imaginário social dado por idéias, imagens e estereótipos, isto é, representações simbólicas compartilhadas [...] com certa homogeneidade pelas pessoas da época histórica de que se trata”.
Devido a ação desses núcleos de significados imaginários que funcionam como lentes ou crivos de decodificação de comportamentos, alterar a visão de mundo e dos valores sobre os quais assentam as experiências, demanda um tremendo esforço e provoca desconforto não só naqueles que ousam mudar, mas também nos que os cercam.
Esse legado inconsciente e o mito do amor materno são em grande parte responsáveis por um lado, pelas mães que “deixam” a guarda para o pai, ou perdem a guarda sentirem-se, ou serem vistas como mães incompetentes, abandonantes e más e, por outro, os pais que reclamam a guarda, ou a “tiram” das mães sentirem-se, ou serem vistos como indivíduos cruéis e desumanos.
Ora, os atributos de afeto antes referidos não são prerrogativas do amor materno. Não estão adstritos a ele.
O amor paterno também é semeado, alimentado e aprendido no trato diário com os filhos. Nas oscilações da convivência, em meio à ambivalência, é construído e sustentado. Nada difere em possibilidade, da magnitude do amor materno.
Considerar que ambos os “amores” sejam conquistados, portanto legítimos e de igual qualidade não equivale a dizer que não haja diferenças entre eles. Afeto e função maternos e paternos têm suas especificidades por mais difícil que seja estabelecer distinções atualmente.
O que a criança precisa é de quem a olhe e veja como alguém de importância emocional, para nessa mirada poder reconhecer-se como alguém merecedor de amor e “amável”.
A cultura tem protegido as mulheres dando-lhes apoio, guarnecendo-as de modelos e ensinando-as a ser mães. O mesmo não tem se dado em relação ao pai. Abastecê-lo de modelos de paternidade próxima e emocionalmente responsável é desafio para todos nós, homens e mulheres.
Eliana Riberti Nazareth* liananazareth@uol.com.br
Bibliografia: "Um amor conquistado: O mito do amor materno por Elizabeth Badinter, editora Nova Fronteira,1985, Rio de Janeiro,
terça-feira, 27 de julho de 2010
Frase do dia
"Você deve sempre acreditar que pode ser o melhor, mas não deve nunca acreditar que alcançou esse objetivo". Juan Manoel Fangio, piloto de automóvel, ARG, 1911-1995
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Laudo Psicologico/Psiquiatrico
Réus beneficiados, sociedade desprotegida Casos de assassinos que saíram da prisão mesmo considerados perigosos por laudos específicos reacendem a discussão sobre alguns aspectos cruciais da legislação brasileira sobre tratamento aos reclusos, alvo de críticas dos próprios juristas
Adriana Bernardes
Publicação: 25/07/2010 07:31
Duas histórias e um único enredo. Dois sentenciados pela Justiça conquistam o direito de viver em liberdade antes de cumprir a pena a que foram condenados e, logo após deixarem a prisão, voltam a matar. Adaylton Nascimento Neiva, 31 anos, é assassino confesso de 10 mulheres. O pedreiro Ademar de Jesus da Silva, 40 anos, matou sete meninos em Luziânia (GO) em menos de um mês. Dois assassinos em série foram postos na rua pelo Judiciário, apesar da existência de pelo menos dois laudos criminológicos atestarem a periculosidade e a necessidade de tratamento.
Promotores e advogados criminalistas ouvidos pelo Correio discordam sobre o assunto. Até 31 de novembro de 2003, o laudo criminológico era obrigatório para que se concedesse a progressão do regime (veja O que diz a lei). Mas o Congresso Nacional modificou a lei e, a partir de 1º de dezembro de 2003, o exame passou a ser facultativo.
Depois disso, fica a critério do Ministério Público pedir o exame, o que geralmente é feito quando o criminoso comete crimes violentos. Mas o juiz da Vara de Execuções Penais tem autonomia para solicitar ou não a avaliação da equipe de psicólogos e psiquiatras do sistema prisional. Adaylton e Ademar foram submetidos a exames, cujo resultado — demonstrando a periculosidade deles — foi insuficiente para convencer os juízes a manterem os dois criminosos presos.

Promotor de Justiça Criminal do Ministério Público de Minas Gerais, Lélio Braga Calhau
defende o exame, mas diz que há resistência por parte dos juízes e dos advogados criminalistas. “Os juízes acham que ele não é um instrumento confiável para manter ou não o sentenciado na prisão. Já os advogados têm o maior interesse em que seus clientes ganhem logo as ruas”, afirma. “Um exame benfeito aponta se o paciente é sociopata, se ele está ou não manipulando as pessoas para sair antes do fim da pena.”
Contradição
Na avaliação do advogado criminalista e professor de direito penal Raul Livino, o episódio protagonizado por Adaylton e Ademar reflete problemas estruturais da Justiça brasileira. “Como é que um sujeito é condenado ali em Goiás e o juiz do Distrito Federal não tem essa informação on-line, em tempo real? O Estado brasileiro deveria ser responsabilizado por essas tragédias”, defende.
Quanto aos laudos criminológicos, Livino diz que falta clareza aos profissionais que elaboram o documento: “O psiquiatra e o psicólogo atuam numa linha cinzenta, atrapalhando. Esse pessoal tem que ser mais claro, mais preciso. Ou o sentenciado tem condição de viver em sociedade ou não tem. Não pode haver ambiguidade”.
Livino concorda que, em casos como os de Adaylton e de Ademar — em que houve contradição entre o laudo criminológico e os relatórios —, o juiz poderia pedir um novo exame antes de decidir pela progressão do regime. “Mas o direito penal é o direito do miserável. Quem tem dinheiro escapa. O juiz está muito bem-intencionado ao conceder a progressão de regime”, acredita.
Em entrevista ao Correio em 18 de abril de 2010, Ilana Casoy, especialista em serial killers, defendeu a inclusão na legislação brasileira de um artigo específico para essa categoria de criminosos: “É preciso ter um artigo na lei para que as pessoas batam o olho e digam: ‘Esse cara é um assassino em série. É preciso reconhecer a existência dele’”.
O que diz a lei
Redução de pena
A Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984, de Execuções Penais (LEP), estabelece as regras para reduzir a pena de um condenado. Cabe ao juiz da Vara de Execução penal decidir sobre a transferência do regime mais rigoroso para o menos rigoroso, que pode ser o semiaberto, a prisão domiciliar ou o aberto. A decisão do juiz de reduzir a pena precisa ser acompanhada de manifestação do Ministério Público e da Defensoria Pública. O preso que trabalhar poderá diminuir o tempo de pena. A cada três dias trabalhados, é reduzido um dia. O juiz poderá estabelecer condições especiais para a concessão de regime aberto. Determinar horário para voltar para casa, limitar a saída da cidade à concessão de autorização judicial e comparecer à vara para prestar contas são algumas das concessões previstas em lei.
Soltura sem critérios
Promotor Criminal da 2ª Promotoria de Luziânia, Sebastião Marcos Martins diz que, pelo menos nos dois casos que ganharam repercussão na mídia — os de Ademar de Jesus Silva e Adaylton Nascimento Neiva —, havia laudo criminológico, uma exceção à regra. “Na maioria das vezes, o Estado não faz laudo nenhum. A prática é soltar sem qualquer avaliação. A execução penal não funciona. É instituição falida”, lamenta o magistrado.
Na opinião de Maria José Miranda, titular da promotoria do Júri de Brasília e da Promotoria de Execuções Penais e Medidas Alternativas, os dois casos são um reflexo da permissividade da lei penal brasileira: “Culturalmente, o nosso sistema jurídico é altamente protetor do criminoso. É garantista, minimalista, abolicionista e protecionista de criminoso. Isso se reverte em desproteção da sociedade ordeira, das pessoas de bem.”
A promotora é uma crítica ferrenha de duas alterações na legislação brasileira: a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou a Lei de Crimes Hediondos inconstitucional (leia Para saber mais) e a mudança que acabou com a obrigatoriedade do laudo criminológico para conceder a progressão de regime. “Se o Ministério da Justiça estivesse preocupado em zelar pela sociedade, teria investido na contratação de profissionais para que os exames fossem feitos dentro do prazo, sem atrasar o direito do preso e não abolir a obrigatoriedade da avaliação”, defende.
Para saber mais
Mudança legal
Depois que a Lei dos Crimes Hediondos foi considerada inconstitucional, em 2006, os condenados por assassinatos, estupros e extorsão mediante sequestro passaram a ter o direito de progressão de regime após cumprirem um sexto da pena. Ou seja, condenados a 30 anos de cadeia podem obter a liberdade depois de ficar apenas cinco anos em reclusão. Antes da decisão do STF, eles só ganhavam as ruas após 20 anos presos. Agora, vale a lei de execuções penais: basta cumprir um sexto da pena para ter direito à progressão de regime.
Adriana Bernardes
Publicação: 25/07/2010 07:31
Duas histórias e um único enredo. Dois sentenciados pela Justiça conquistam o direito de viver em liberdade antes de cumprir a pena a que foram condenados e, logo após deixarem a prisão, voltam a matar. Adaylton Nascimento Neiva, 31 anos, é assassino confesso de 10 mulheres. O pedreiro Ademar de Jesus da Silva, 40 anos, matou sete meninos em Luziânia (GO) em menos de um mês. Dois assassinos em série foram postos na rua pelo Judiciário, apesar da existência de pelo menos dois laudos criminológicos atestarem a periculosidade e a necessidade de tratamento.
Promotores e advogados criminalistas ouvidos pelo Correio discordam sobre o assunto. Até 31 de novembro de 2003, o laudo criminológico era obrigatório para que se concedesse a progressão do regime (veja O que diz a lei). Mas o Congresso Nacional modificou a lei e, a partir de 1º de dezembro de 2003, o exame passou a ser facultativo.
Depois disso, fica a critério do Ministério Público pedir o exame, o que geralmente é feito quando o criminoso comete crimes violentos. Mas o juiz da Vara de Execuções Penais tem autonomia para solicitar ou não a avaliação da equipe de psicólogos e psiquiatras do sistema prisional. Adaylton e Ademar foram submetidos a exames, cujo resultado — demonstrando a periculosidade deles — foi insuficiente para convencer os juízes a manterem os dois criminosos presos.

Promotor de Justiça Criminal do Ministério Público de Minas Gerais, Lélio Braga Calhau
defende o exame, mas diz que há resistência por parte dos juízes e dos advogados criminalistas. “Os juízes acham que ele não é um instrumento confiável para manter ou não o sentenciado na prisão. Já os advogados têm o maior interesse em que seus clientes ganhem logo as ruas”, afirma. “Um exame benfeito aponta se o paciente é sociopata, se ele está ou não manipulando as pessoas para sair antes do fim da pena.”
Contradição
Na avaliação do advogado criminalista e professor de direito penal Raul Livino, o episódio protagonizado por Adaylton e Ademar reflete problemas estruturais da Justiça brasileira. “Como é que um sujeito é condenado ali em Goiás e o juiz do Distrito Federal não tem essa informação on-line, em tempo real? O Estado brasileiro deveria ser responsabilizado por essas tragédias”, defende.
Quanto aos laudos criminológicos, Livino diz que falta clareza aos profissionais que elaboram o documento: “O psiquiatra e o psicólogo atuam numa linha cinzenta, atrapalhando. Esse pessoal tem que ser mais claro, mais preciso. Ou o sentenciado tem condição de viver em sociedade ou não tem. Não pode haver ambiguidade”.
Livino concorda que, em casos como os de Adaylton e de Ademar — em que houve contradição entre o laudo criminológico e os relatórios —, o juiz poderia pedir um novo exame antes de decidir pela progressão do regime. “Mas o direito penal é o direito do miserável. Quem tem dinheiro escapa. O juiz está muito bem-intencionado ao conceder a progressão de regime”, acredita.
Em entrevista ao Correio em 18 de abril de 2010, Ilana Casoy, especialista em serial killers, defendeu a inclusão na legislação brasileira de um artigo específico para essa categoria de criminosos: “É preciso ter um artigo na lei para que as pessoas batam o olho e digam: ‘Esse cara é um assassino em série. É preciso reconhecer a existência dele’”.
O que diz a lei
Redução de pena
A Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984, de Execuções Penais (LEP), estabelece as regras para reduzir a pena de um condenado. Cabe ao juiz da Vara de Execução penal decidir sobre a transferência do regime mais rigoroso para o menos rigoroso, que pode ser o semiaberto, a prisão domiciliar ou o aberto. A decisão do juiz de reduzir a pena precisa ser acompanhada de manifestação do Ministério Público e da Defensoria Pública. O preso que trabalhar poderá diminuir o tempo de pena. A cada três dias trabalhados, é reduzido um dia. O juiz poderá estabelecer condições especiais para a concessão de regime aberto. Determinar horário para voltar para casa, limitar a saída da cidade à concessão de autorização judicial e comparecer à vara para prestar contas são algumas das concessões previstas em lei.
Soltura sem critérios
Promotor Criminal da 2ª Promotoria de Luziânia, Sebastião Marcos Martins diz que, pelo menos nos dois casos que ganharam repercussão na mídia — os de Ademar de Jesus Silva e Adaylton Nascimento Neiva —, havia laudo criminológico, uma exceção à regra. “Na maioria das vezes, o Estado não faz laudo nenhum. A prática é soltar sem qualquer avaliação. A execução penal não funciona. É instituição falida”, lamenta o magistrado.
Na opinião de Maria José Miranda, titular da promotoria do Júri de Brasília e da Promotoria de Execuções Penais e Medidas Alternativas, os dois casos são um reflexo da permissividade da lei penal brasileira: “Culturalmente, o nosso sistema jurídico é altamente protetor do criminoso. É garantista, minimalista, abolicionista e protecionista de criminoso. Isso se reverte em desproteção da sociedade ordeira, das pessoas de bem.”
A promotora é uma crítica ferrenha de duas alterações na legislação brasileira: a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou a Lei de Crimes Hediondos inconstitucional (leia Para saber mais) e a mudança que acabou com a obrigatoriedade do laudo criminológico para conceder a progressão de regime. “Se o Ministério da Justiça estivesse preocupado em zelar pela sociedade, teria investido na contratação de profissionais para que os exames fossem feitos dentro do prazo, sem atrasar o direito do preso e não abolir a obrigatoriedade da avaliação”, defende.
Para saber mais
Mudança legal
Depois que a Lei dos Crimes Hediondos foi considerada inconstitucional, em 2006, os condenados por assassinatos, estupros e extorsão mediante sequestro passaram a ter o direito de progressão de regime após cumprirem um sexto da pena. Ou seja, condenados a 30 anos de cadeia podem obter a liberdade depois de ficar apenas cinco anos em reclusão. Antes da decisão do STF, eles só ganhavam as ruas após 20 anos presos. Agora, vale a lei de execuções penais: basta cumprir um sexto da pena para ter direito à progressão de regime.
Para os depressivos, ver o mundo cinza é mais do que uma metáfora, diz estudo.
Os depressivos realmente veem as coisas um pouco mais escuras do que os não depressivos, de acordo com o estudo realizado por na universidade alemã de Freiburg dirigido por Ludger Tebartz van Elst e publicado na "Biological Psychiatry". De acordo com os autores, isto acontece porque os depressivos apresentam uma dificuldade em perceber contrastes entre imagens.
A retina contém fotorreceptores que transformam em impulsos elétricos enviados ao cérebro os sinais luminosos que chegam ao olho. Partindo disto, os cientistas recrutaram 40 voluntários, dentre os quais, metade tinha diagnóstico de depressão e metade não tinha, e metiram a quantidade de respostas elétricas a retina deles emitia.
"Os participantes permaneceram sentados em um quarto escurecido enquanto olhavam para uma tela que mostrava um padrão xadrez em preto e branco. O padrão ficava cada vez mais cinza em seis estágios distintos, reduzindo o contraste entre os quadrados pretos e os quadrados brancos." (sic)
Nos participantes com diagnóstico de depressão, os sinais elétricos para o nervo óptivo eram menores. No momento em que estes participantes viam a tela no primeiro estágio (quadrado preto e branco), sua atividade era um terça da atividade dos participantes sem o diagnóstico. Quanto mais severa a depressão, pior era a detecção do contraste.
Para os pesquisadores envolvidos no estudo, a associação ocorre porque os mesmos neurotransmissores que regulam a atividade nervosa da visão podem também estar associados ao processamento das emoções.
Fonte: Folha UOL.
A retina contém fotorreceptores que transformam em impulsos elétricos enviados ao cérebro os sinais luminosos que chegam ao olho. Partindo disto, os cientistas recrutaram 40 voluntários, dentre os quais, metade tinha diagnóstico de depressão e metade não tinha, e metiram a quantidade de respostas elétricas a retina deles emitia.
"Os participantes permaneceram sentados em um quarto escurecido enquanto olhavam para uma tela que mostrava um padrão xadrez em preto e branco. O padrão ficava cada vez mais cinza em seis estágios distintos, reduzindo o contraste entre os quadrados pretos e os quadrados brancos." (sic)
Nos participantes com diagnóstico de depressão, os sinais elétricos para o nervo óptivo eram menores. No momento em que estes participantes viam a tela no primeiro estágio (quadrado preto e branco), sua atividade era um terça da atividade dos participantes sem o diagnóstico. Quanto mais severa a depressão, pior era a detecção do contraste.
Para os pesquisadores envolvidos no estudo, a associação ocorre porque os mesmos neurotransmissores que regulam a atividade nervosa da visão podem também estar associados ao processamento das emoções.
Fonte: Folha UOL.
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Psicopatologia Clinica
sexta-feira, 9 de julho de 2010
A causa do Alzheimer pode estar no sangue
Pesquisadores do Instituto de Psiquiatria do King's College, de Londres, descobriram que as causas da doença de Alzheimer podem estar relacionadas a níveis elevados de uma proteína no sangue, é o que informa o site G1 Ciência e Saúde.
A doença, que é a mais comum forma de demência do mundo, afeta hoje aproximadamente 35 milhões de pessoas, e sua causa parece estar ligada a níveis elevados de uma proteína sanguínea chamada clusterina.
Esta, que é a mais comum forma de demência do mundo, afetando hoje aproximadamente 35 milhões de idosos, parece ser causada por níveis elevados de uma proteína chamada clusterina, a qual, segundo os pesquisadores, já se apresenta em níveis acima da média cerca de 10 anos antes dos sinais da doença se manifestarem.
Descobriram também que, quanto maior a quantidade da proteína, mais grave
se torna o transtorno.
Fonte: G1 Ciência e Saúde.
A doença, que é a mais comum forma de demência do mundo, afeta hoje aproximadamente 35 milhões de pessoas, e sua causa parece estar ligada a níveis elevados de uma proteína sanguínea chamada clusterina.
Esta, que é a mais comum forma de demência do mundo, afetando hoje aproximadamente 35 milhões de idosos, parece ser causada por níveis elevados de uma proteína chamada clusterina, a qual, segundo os pesquisadores, já se apresenta em níveis acima da média cerca de 10 anos antes dos sinais da doença se manifestarem.
Descobriram também que, quanto maior a quantidade da proteína, mais grave
se torna o transtorno.
Fonte: G1 Ciência e Saúde.
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Psicopatologia Clinica
terça-feira, 6 de abril de 2010
Psiquiatra defende que melancolia volte a ser classificada como doença
Condição é ‘grave transtorno de humor’, afirma Gordon Parker.
Abordagem errada daria margem a tratamentos ineficazes.
Do G1, em São Paulo*
A melancolia é um diagnóstico separado, uma condição que requer tratamento separado, completamente diferente da maioria dos quadros depressivos"
O psiquiatra Gordon Parker, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, defende o retorno da melancolia à classificação de “grave transtorno de humor”. Banido do Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais na década de 1980, o problema é muitas vezes confundido como uma característica de uma depressão maior.
Parker está liderando um esforço internacional com mais 18 especialistas de cinco países para que a próxima edição do manual de diagnóstico seja alterada: “Acreditamos que a melancolia é um diagnóstico separado, uma condição que requer tratamento separado, completamente diferente da maioria dos quadros depressivos.”
Para o especialista, a melancolia é uma doença grave, porque está completamente alheia às circunstâncias. Seus portadores simplesmente não conseguem ter “alto astral”. Segundo os pesquisadores que defendem a retomada da melancolia como desordem mental, existem hoje muitas pessoas que recebem o tratamento errado para o problema. Segundo essa visão, tratar um paciente melancólico com psicoterapia ou aconselhamento não ajuda muito, levando a maiores taxas de suicídio.
Fonte: g1.globo.com
Abordagem errada daria margem a tratamentos ineficazes.
Do G1, em São Paulo*
A melancolia é um diagnóstico separado, uma condição que requer tratamento separado, completamente diferente da maioria dos quadros depressivos"
O psiquiatra Gordon Parker, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, defende o retorno da melancolia à classificação de “grave transtorno de humor”. Banido do Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais na década de 1980, o problema é muitas vezes confundido como uma característica de uma depressão maior.
Parker está liderando um esforço internacional com mais 18 especialistas de cinco países para que a próxima edição do manual de diagnóstico seja alterada: “Acreditamos que a melancolia é um diagnóstico separado, uma condição que requer tratamento separado, completamente diferente da maioria dos quadros depressivos.”
Para o especialista, a melancolia é uma doença grave, porque está completamente alheia às circunstâncias. Seus portadores simplesmente não conseguem ter “alto astral”. Segundo os pesquisadores que defendem a retomada da melancolia como desordem mental, existem hoje muitas pessoas que recebem o tratamento errado para o problema. Segundo essa visão, tratar um paciente melancólico com psicoterapia ou aconselhamento não ajuda muito, levando a maiores taxas de suicídio.
Fonte: g1.globo.com
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